França mobiliza trabalhadores para manifestações em 36 cidades

Centrais marcam greve contra aumento do tempo de contribuição para aposentadoria

Ao Dia Nacional de Luta contra os ataques de Hollande aos direitos de aposentadoria – em especial com o projeto de elevação do tempo de contribuição de 40 para 43 anos- convocado pela CGT e Force Ouvriere (FO), juntaram-se as centrais FSU e Solidaires.

Os sindicatos já realizaram mobilizações nacionais quando foi elevada a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos.

É a nova "reforma" da previdência apresentada pelo primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault.

Na segunda-feira, a CGT apresentou, após reunião com centenas de lideranças sindicais regionais, um mapa com 36 localidades onde haverá manifestações no dia 10 de setembro.

Agora as centrais decidiram orientar seus sindicatos a puxarem paralisações para reforçar o dia de luta.

No seu folheto de convocação, a FO destaca que "a crise econômica financeira e econômica não foi provocada pelos assalariados e não são estes que a devem pagar.

Os assalariados e aposentados não podem servir de variável de ajuste das políticas de austeridadade".

"Ao alongarem a duração do tempo de contribuição dos assalariados o governo se submete às injunções da Comissão Européia e do BC da Europa", esclarece o documento que conclama à greve nacional afirmando que "trabalhar até os 67-68 anos não é uma perspectiva aceitável".

As centrais também lançaram uma convocação conjunta onde alertam que não é apenas este item, mas todo o sistema de previdência francês que está sendo ameaçado e, em particular, o aumento do tempo de contribuição é "uma verdadeira provocação e uma hipocrisia".

As Centrais acrescentam que com o mercado de trabalho em recessão, os jovens entram no trabalho cada vez mais tarde e, portanto, com a nova lei, deverão se aposentar em idade cada vez mais avançada.

As Centrais observam que "a melhor forma de fortalecer o sistema de previdência não é o ataque a seus beneficiários, mas a elevação dos salários e a criação de empregos através de investimento produtivo estatal".

Os representantes dos trabalhadores franceses também consideram que baixar a aposentadoria dos que atuam em condições de periculosidade ou insalubridade somente à idade de 60 anos uma agressão insustentável.

A rejeição às medidas têm derrubado a aceitação do governo Hollande, de forma que as medições, que detectavam 55% de apoio logo após a posse e estão em torno de 28% agora.

Uma sombria perspectiva política que levou setores do partido do presidente a esboçarem uma rebeldia. Trezentos de seus filiados – todos membros do Bureau Nacional e 20 membros do Conselho Nacional do partido, rejeitam o arrocho com a tal ‘reforma’: "Nem um trimestre a mais, nem um euro a menos".


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