Unasul rechaça “estratégias intervencionistas” na Síria
 

O Conselho de chefes de Estado e de governo da União das Nações Sul-americanas (Unasul) condenou a ingerência externa contra a República Árabe da Síria e reiterou a necessidade de uma Conferência Internacional para contribuir com a paz.

Reunida em Paramaribo, capital do Suriname, a VII Cúpula da Unasul expressou sua “extrema preocupação” pela situação na Síria e “profundo pesar pelas irreparáveis perdas de vidas humanas”, fazendo um “firme chamado à paz, esperando que o povo sírio, no exercício de sua soberania, possa encontrar uma solução pacífica e negociada ao conflito”.

No documento, o bloco regional condena “intervenções externas” incompatíveis com a Carta das Nações Unidas e “rechaça o desenvolvimento de estratégias intervencionistas de todo tipo”.

Além de exigir o fim imediato da violência, os representantes de 12 países do Continente defenderam a suspensão do envio de todo tipo de armamento por parte de outros países ao território sírio, o respeito ao direito internacional humanitário e o início de um diálogo entre as partes, e fez um chamado ao secretário geral da ONU para que mantenha e aprofunde seus esforços a fim de pôr fim ao conflito.

A Unasul reitera que o uso de armas químicas em todas as suas formas é “um crime de guerra e de lesa-Humanidade” e afirma a necessidade de tratar o tema “à luz do direito internacional e de maneira imparcial e transparente”. Recorda, também, as obrigações de todos com o “direito internacional humanitário”.

O documento exorta a “todas as partes a cooperar com a Missão de Investigação das Nações Unidas” no país e convoca ao Conselho de Segurança da ONU para que, com base no informe, contribua com o estabelecimento de condições a fim de que “cessem as agressões, se proteja a população contra os ataques indiscriminados de todo tipo que ponha em risco sua vida, integridade e segurança, de conformidade com o direito internacional e das convenções multilaterais, tal e como estabelece a Carta deste organismo internacional”.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, destacou a importância da resolução contra as pretensões de Barack Obama de “impor a guerra”. “O ataque à Síria desencadearia um conflito bélico incalculável”, advertiu.
 


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