Hollande repete mentiras
de Obama para atacar a Síria mas 64% são contra

Em que pese os esforços do presidente francês François Hollande no sentido de que se realize rápido uma intervenção militar na Síria, a maioria dos franceses está contra os ataques ao país. Uma pesquisa publicada no sábado (31) pelo jornal Le Parisien mostrou que 64% da população é frontalmente contra os ataques militares e contra a que a França apoie esses ataques.

58% afirmou não confiar em como o presidente Hollande maneja essa crise. 40% dos entrevistados opinou que um ataque à Síria acenderia a mecha no Oriente Médio.

Hollande não conseguiu, além dos monopólios de mídia, coesão no governo, nos setores progressistas da sociedade nem que o povo francês apoiasse uma guerra contra a Síria. Nesse sentido os serviços secretos franceses apresentaram nesta segunda (2) documentos que dizem provar que foram as tropas do governo de Bashar Al Assad que usaram armas químicas no dia 21 no subúrbio de Damasco.

Em entrevista ao jornal francês Le Figaro Assad afirmou que “Obama e Hollande foram incapazes de apresentar uma só prova do ataque químico. O Oriente Médio é um barril de pólvora. Ninguém sabe o que acontecerá depois que cair a primeira bomba. Todo mundo perderá o controle quando o barril de pólvora explodir. O caos e o extremismo se expandirão. O risco de uma guerra regional existe.”

A Rússia afirma que não foram apresentadas provas do uso de armas químicas pelo governo Sírio e que o que aconteceu foi uma operação encoberta para provocar a guerra, para servir de pretexto para os EUA. No último sábado (31) o presidente Vladimir Putin voltou a exortar Obama a não intervir militarmente na Síria pois isto não seria benéfico para ninguém.

Nesta segunda-feira (2) o Vice Chanceler do Irã visitou a Síria e reiterou o apoio do governo iraniano ao governo sírio e a posição contrária do Irã a uma intervenção militar do ocidente.

A França tem sido, por decisão unilateral de Hollande, o aliado mais importante dos EUA numa política de agressão à Síria depois que o parlamento inglês votou contra a proposta do primeiro-ministro David Cameron de atacar militarmente o país. Mas o próprio governo francês está dividido, há setores que não aceitam a participação da França nos ataques a Síria sem o aval da ONU que até agora não autorizou nenhum ataque contra o país do Oriente Médio. François Hollande também não quer que uma tal decisão passe pelo parlamento francês, pois sabe que não conseguiria a maioria para aprovar o ataque à Síria.

O presidente francês, deixando claro sua posição subordinada em relação aos EUA já declarou que a França apoia a intervenção militar, mas não atacará a Síria sozinha e espera a decisão dos EUA para acompanhá-lo na aventura belicista.

O governo monárquico do Marrocos expressou nesta quarta-feira na reunião da Liga Árabe que seu país é a favor de uma solução pacífica para o conflito e para que se retome as discussões de Genebra sobre a questão Síria. Já o Ministro das Relações Exteriores da Argélia na mesma reunião afirmou que a posição da Argélia é totalmente contrária a qualquer intervenção militar contra a Síria e que os custos e as implicações da intervenção militar sobre a região seriam muito graves.

Uma pesquisa de opinião feita pela rede ABC News mostrou que 50% dos eleitores dos EUA se opõem a uma intervenção militar contra a Síria.
 

ROSANITA CAMPOS
 


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