A lei internacional contra o bandoleiro internacional

MUMIA ABU-JAMAL*

Os Estados Unidos desempenham o seu mais recente papel de executor do direito internacional (à margem da ONU) e o faz a partir de uma posição de profunda fraqueza.

Isso não significa que o país esteja enfraquecido militarmente. Nem um pouco.

Mas, no campo do direito internacional, a sua fraqueza é a hipocrisia. Qualquer leitor da história sabe que existem poucas leis internacionais que os EUA não tenham violado.

Agora funciona um pouco como o bilionário vigarista Bernie Madoff reclamando de um ladrão de rua.

Quando os EUA agridem a Síria por supostamente usar armas químicas contra civis, parece conveniente esquecer o seu próprio uso de fósforo branco contra homens, mulheres e crianças em Faluja, no Iraque, forçando 300 mil pessoas a fugir aterrorizadas de suas casas.

Quando Israel usou as mesmas armas em Gaza, matando centenas de palestinos, os EUA não o denunciaram. Forneceram as armas!

Agora ameaçam violar o direito internacional mais uma vez, alegando que a Síria é que o teria feito. Será que isso faz sentido?

Parece que ser império significa nunca ter que pedir desculpas ou ter que obedecer à lei internacional.

Aplica-se a lei do forte contra o fraco.

É a lei da força.

Não é a lei da justiça.

A Síria, como o Iraque, é reduzida ao status de uma demonstração de poder imperial.

E isso não é justo!

* É o preso político mais antigo nos EUA
 


Capa
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Tabela das ilegalidades

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