Desaprovação ao governo de Dilma cresce, diz CNI-Ibope

Na Bahia, Dilma passa por desarranjo intestinal, segundo
o médico da presidenta. Na semana passada ela teve gripe

Pesquisa do Ibope, divulgada na última quinta-feira (27), encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou uma queda de 7 pontos percentuais na aprovação do governo Dilma. Apenas 36% dos entrevistados aprovaram sua administração, enquanto em dezembro passado esse número era de 43% dos entrevistados. Caiu também a aprovação à maneira de governar da presidente, de 56% para 51%. De acordo com o CNI/Ibope, em todas as áreas do governo pesquisadas houve piora na avaliação do governo. O levantamento foi feito entre os dias 14 e 17 de março e, segundo o instituto, mostra uma forte tendência de queda de apoio ao governo.

O inferno astral da presidenta foi intenso a partir da divulgação da pesquisa. O percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo subiu de 20 em novembro para 27 por cento agora. Os que consideram o governo regular ficou em 36%, ante 35%. A queda de Dilma já vinha ocorrendo em pesquisas anteriores, mas se acentuou agora. Em fevereiro já havia sido registrada uma queda de 43% de aprovação para 39%. O número dos que acham o governo Dilma ruim ou péssimo, que estava em 20% em dezembro do ano passado, passou para 24% em fevereiro e agora subiu mais três pontos, atingindo 27%.

Segundo a pesquisa Ibope, houve queda na aprovação do governo nas nove áreas de atuação pesquisadas, em relação ao levantamento de novembro de 2013. Na Educação, o total de quem desaprova a atuação de Dilma aumentou de 58% para 65%, enquanto o percentual de quem a aprova caiu de 39% para 32%. Na área da Saúde, passou de 72% para 77% o total de eleitores que desaprovam a atuação do governo, enquanto o percentual dos que a aprovam caiu de 26% para 21%.

Em Segurança Pública, a desaprovação subiu de 70% para 76%, e a aprovação baixou de 27% para 22%. Sobre o Meio Ambiente, a desaprovação aumentou de 47% para 54%, enquanto a aprovação sofreu queda de 47% para 41%. Até a área do governo que era tinha uma avaliação razoável – o combate à fome e à pobreza - também registrou queda na aprovação, de 53% para 48%. A desaprovação passou de 45% para 49%.

As áreas relacionadas ao desemprego e à inflação, taxa de juros e impostos sofreram as maiores quedas na popularidade, em relação ao levantamento anterior. No combate ao desemprego, a desaprovação passou de 49% para 57%, e a aprovação desabou de 47% para 40%. Na área de impostos, a desaprovação subiu de 71% para 77%, enquanto a aprovação caiu de 24% para 18%. Na área de combate à inflação, houve crescimento de 63% para 71% na desaprovação, enquanto a aprovação caiu de 31% para 24%. Sobre a atuação do governo Dilma em relação às taxas de juros, houve alta de 65% para 73% na desaprovação, e baixa de 28% para 21% na aprovação.

A política contrária aos interesses populares e nacionais, com juros altos, piora dos serviços públicos, carestia e a volta da entrega do patrimônio público às multinacionais tem provocado revolta e agradado cada vez menos aos brasileiros. A confiança na pessoa da presidente também vem se deteriorando. Caiu de 52% em dezembro para 48% nesta pesquisa. Já tinha havido uma brusca queda na aprovação de Dilma na pesquisa de julho de 2013, feita após a onda de manifestações que tomou o país e a aprovação chegou a 31%, esta é a segunda queda na popularidade do governo na série histórica da pesquisa.

Os dados mostram também que subiu o percentual de eleitores que avaliam que o governo Dilma está sendo pior que o de seu antecessor, o ex-presidente Lula. O total dos que acham que a atual gestão está pior aumentou de 34% em novembro do ano passado para 42% em março. A exemplo dos anteriores, o levantamento atual ouviu 2.002 eleitores em 141 cidades, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00053-2014 (em ano eleitoral, todas as pesquisas, mesmo que não sejam de intenção de voto, devem ser registradas).

No início desta semana, após visita ao Estado da Bahia, a presidente Dilma Rousseff começou a passar mal. Ela apresentou fortes dores abdominais e passou por exames clínicos e uma tomografia no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília. Segundo o médico da presidência, Roberto Kalil Filho, a presidente apresentou um quadro inflamatório intestinal evoluindo com desarranjo intestinal, termo mais conhecido como diarréia ou disenteria. No sábado à noite Dilma estava na Costa do Sauípe, participando da reunião anual do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Dilma tentou trabalhar normalmente após retorno ao Palácio do Planalto. Na manhã de segunda-feira participou de uma cerimônia, onde discursou, e à tarde recebeu o ministro da Fazenda, Guido Mantega para despachos internos. Logo após os despachos com Mantega, ela apresentou piora dos sintomas de diarreia. Na semana passada, Dilma já tinha apresentado uma forte gripe que a deixou afônica. Muito abalada, a presidente reclama muito do sistema de ar condicionado do Planalto. Espera-se providência rápida da área técnica do palácio, já que a tendência, segundo avaliação geral, é de piora do inferno astral e da temperatura no Palácio do Planalto.

SÉRGIO CRUZ


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