Eduardo: “é preciso rever o fator previdenciário
que achata indevidamente as aposentadorias” 

O pré-candidato a presidente da República pelo PSB, Eduardo Campos, denunciou, na sexta-feira, em entrevista ao jornal gaúcho "Zero Hora", que durante o governo Dilma foram fechados 11 mil leitos hospitalares. "Há uma tentativa de tratar a saúde como marketing", apontou. Eduardo afirmou que é preciso melhorar a gestão da saúde pública, mas deu ênfase à falta de recursos da União. "Temos que colocar mais dinheiro no SUS. O repasse per capita do SUS é um dos menores do mundo para quem tem um sistema de porta aberta como o nosso", alertou. "Estados e municípios fazem sua parte, aplicam mais do que prevê a legislação. Já a União saiu de 85% do financiamento em 1988 e chegou a 45% ano passado", denunciou Campos.

Ele defendeu como emergencial a vinda de médicos estrangeiros, mas cobrou maiores investimentos na formação de médicos brasileiros. "Sou a favor de médicos brasileiros, formados nas universidades públicas brasileiras, que foram fechadas nos anos 1990 e 2000, criando o problema lá atrás", afirmou. "Levamos 10 anos para formar um médico e, ao ter uma vaga fechada na universidade, criou-se uma situação de vazio assistencial em regiões do país". "Os médicos de fora são soluções provisórias e para parte do problema, que é a ação básica. Só que, enquanto trouxeram médicos de fora, 11 mil leitos foram fechados no SUS durante o governo Dilma", completou.

O pré-candidato fez uma defesa enfática do fim do fator previdenciário. "A Previdência precisa que se aumente a formalização do mercado de trabalho. A gente precisa rever o fator previdenciário. Estamos achatando de maneira indevida e em alta velocidade o rendimento de grande parcela dos aposentados mais pobres do Brasil", denunciou o presidenciável.

Perguntado sobre a crise das dívidas de Estados e municípios, ele criticou o descaso da União com governadores e prefeitos. "A gente precisa ter discussão sobre o pacto federativo, que está cada dia mais fragilizado. Quando Lula deixou o governo, de cada R$ 100 da arrecadação de tributos no país, R$ 14,50 iam para os municípios. Hoje, R$ 11 vão para os municípios", assinalou. "Temos um ambiente claro de contenção das receitas nos Estados e municípios e temos Estados importantes, como o Rio Grande do Sul, vivendo situação fiscal complicada há mais de 20 anos. Temos de encontrar um caminho para fortalecer o pacto e ver situações específicas", apontou Eduardo Campos.


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