Aeroporto privatizado alaga depois de chuva em Brasília

Passageiros ficaram ilhados na área de desembarque do aeroporto. Diversas goteiras foram encontradas nos postos de check-in do recém inaugurado Terminal 2

O Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, privatizado pelo governo Dilma, teve um grande alagamento na área de desembarque doméstico, na tarde desta terça-feira (3) após uma forte e rápida chuva. O caso ocorreu a nove dias do início da Copa do Mundo.

No final da tarde desta terça-feira, um temporal deixou passageiros que chegavam à capital quase ilhados no portão de desembarque, localizado no térreo. No segundo andar, onde funcionam todos os balcões das companhias, uma grande goteira no teto atrapalhou os frequentadores. Funcionários do terminal tentaram retirar a água com rodos, sem sucesso.

A água transbordou de um bueiro que não suportou a vazão da água, escorreu pelas luminárias do teto ainda inacabado do desembarque, a área de check-in do novo terminal ficou intransitável de tanta água que tinha e acabou sendo isolada, segundo informou o consórcio estrangeiro responsável pelo aeroporto desde 2012, Inframerica.

Na manhã desta quarta-feira (4) os impactos do alagamento ainda eram computados. A lotérica do subsolo foi danificada, e quatro dos dez computadores usados no check-in da companhia aérea Avianca não estavam ligados.

Os trabalhos para solucionar os problemas começaram ainda na noite de terça. Para proteger os equipamentos eletrônicos e conter a água, foram colocadas lonas atrás dos balcões. Perto dos táxis, na área de desembarque doméstico, havia pelo menos cinco pontos com goteira.

“Começou a jorrar água. Algumas posições interditaram. Os passageiros ficaram horrorizados”, disse uma funcionária que não quis se identificar.

“Aqui ficou uma piscina. Em uma sala de uma empresa terceirizada na área interna ficou uma cachoeira de água”, disse outra atendente.

O passageiro Rafael Marcone disse que não soube do alagamento e das goteiras antes de chegar ao terminal, mas acredita que o tempo de execução das obras não foi suficiente. “Se fosse um negócio bem feito, não aconteceria”, disse.

Em 2012, o consórcio Inframérica venceu o leilão de concessão do aeroporto de Brasília com lance de 4,5 bilhões de reais. Esse já não é o primeiro acidente de grande porte enfrentado pelo aeroporto privatizado.

Em março de 2013, o Aeroporto Internacional de Brasília sofreu um apagão. A falta de luz fez com que os voos que partiam e chegavam à cidade fossem suspensos, causando um encavalamento dos horários. O saguão do aeroporto ficou, com filas extensas e horas de espera. Segundo o Consórcio estrangeiro Inframérica, a queda de energia ocorreu após uma série de oscilações na linha de transmissão.

A lógica privatista adotada pelo governo Dilma não traz bons resultados, apenas desmantela o Estado e causa problemas aos brasileiros. O Aeroporto de Brasília, hoje administrado pela estrangeira que tem menos experiência que a estatal que o administrava, a Infraero – segunda empresa do planeta em qualidade de administração aeroportuária.

 
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