Cartas

 

Prejuízo

 

Estava parecendo muito estranho a retração dos tucanos na CPI da Petrobras, tão defendida por eles. Afinal, mesmo estando em minoria na comissão, com o certo e absoluto apoio da mídia, poderia se transformar num instrumento deveras útil para o verdadeiro propósito, ou seja, vantagem eleitoral. Agora, a luz se faz presente. A CPI da Petrobras no Senado acaba de aprovar requerimento sobre a compra da Repsol no governo FHC, causando prejuízo atualizado de US$ 2,5 bi à empresa. Detalhe curioso: o negócio foi fechado três dias antes do então presidente da Petrobras Henri Phillipe Reischstul, escolhido por FHC, deixar o cargo. Isso explica porque o senador Aécio Neves (PSDB-MG) passou a fugir do assunto Petrobras, e não passa nem na porta da sala das reuniões.

Carlos César Micalli Cantu – por correio eletrônico

 

Privatização

 

Tive a oportunidade de conhecer o novo terminal do aeroporto internacional de Guarulhos de São Paulo (GRU), o terminal 3. Realmente ficou muito bom e bonito, primeiro mundo, conforme minha nora, que é alemã, disse, mas os serviços de restaurantes e estacionamento são extremamente caros, bem mais que o primeiro mundo, como a minha nora também disse.

Marcelo de Moura – São Paulo, SP

 

Vade retro

 

Sem hipocrisia. Após o papelão que fez no STF, quem chora a saída de Joaquim Barbosa daquela Corte? Unicamente, os mesmos clãs milionários que financiaram a ditadura, com seus assassinatos e torturas; seus empregados políticos e midiáticos (que sempre desejam, antes de qualquer outra coisa, manter suas mamatas e empregos); e os imbecilizados pela lavagem cerebral que a grande mídia vem fazendo, maciça e diariamente, há vários anos contra o PT. Du-vi-do que, verdadeiramente, exista algum lacrimoso que não se encaixe nesses perfis.

Tony Ferreira – por correio eletrônico

 

Indulto

 

O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, condenado a 26 anos de prisão por desvio de R$ 169 milhões, foi libertado pelo Indulto assinado pela presidente Dilma em 2012, que concede liberdade para presos com mais de 60 anos, com problemas de saúde e que cumpriram mais de um terço da pena. Por que a extremamente benevolente Lei das Execuções Penais, deixa de estabelecer uma percentagem de ressarcimento quando o dinheiro público, obras do fórum trabalhista de São Paulo, é desviado?

Edgard Gobbi – Campinas, SP

 

Nota da Redação: Deve ser porque, se assim fosse, a lei estaria aceitando que o sujeito ficasse com o restante - ou parte - do roubo aos cofres públicos.