Sírios reelegem o presidente Assad com 88,7% dos votos

Desde Damasco até Alepo, multidões ocuparam as ruas com bandeiras nacionais para celebrar pleito que afirma a soberania síria e a derrota da intervenção dos EUA

Assim que o presidente da Assembleia do Povo, Mohamed Jihad Al Laham, anunciou, em Damasco, a vitória do presidente Bashar Al Assad nas eleições presidenciais de 2014, com 88,7% dos votos válidos, os eleitores sírios tomaram as ruas por todo o país.

Segundo os dados transmitidos por Laham, 73,4% dos eleitores inscritos - 11.634.412 de um total de 15.845.575 – foram às urnas apesar da vitória sobre a intervenção dos EUA – através de mercenários bancados pela Arábia Saudita e treinados na Turquia, sob supervisão da CIA – ainda não estar inteiramente concluída e haver áreas ainda controladas pelos invasores.

A votação e a celebração em Alepo, maior cidade síria ao norte (região por onde se infiltraram as dezenas de milhares de mercenários através da fronteira turco-síria), foi uma das maiores demonstrações de unidade do povo sírio contra a invasão.

Na cidade de Homs – recém liberada pelo exército – e já com os bairros atingidos em fase de reconstrução, a votação ocorreu em clima de festa. O governador de Homs, Talal Al Barazi, declarou que a grande maioria dos 1.180.000 eleitores fizeram fila para votar.

Do total de votantes, Assad obteve 10.319.723 votos. O candidato Hassan Abdullah al-Nouri, teve 500.279 votos com uma percentagem de 4.3%, enquanto que Maher Abdul-Hafiz Hajjar teve 372.301, 3.2% dos válidos.

Os votos nulos e brancos somaram 442.108 (3.8%).

O governo norte-americano preferiu continuar fazendo de conta de que ele – junto com os seus terroristas treinados pela CIA – é o guardião da democracia na Síria e preferiram negando a gigantesca capacidade de união em defesa de sua pátria, demonstrada pelo povo sírio, tanto nas derrotas impostas aos agressores como no expressivo comparecimento às urnas (na Síria o voto é facultativo) e fingir que nada aconteceu. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry disse que as eleições na Síria são "um zero muito grande".

Para ele, "nada mudou do dia anterior às eleições, para o dia posterior. O conflito continua o mesmo, o terror é o mesmo e a matança é a mesma".

A frase de Kerry, além de muito distante da realidade – o afluxo de votantes e a tranquilidade nos locais de votação expressam o espaço territorial livre de invasores e sob controle nacional sírio -, só serve para demonstrar seu inconformismo com o fato de que o terrorismo bancado com os dólares do Tesouro dos EUA, não foi capaz de render os sírios, não percebeu ainda que de nada adianta chantagear os sírios com a lembrança de ‘terror’ e ‘matança’, seja, através dos autores das mais decrépitas atrocidades em território sírio, assumidas pelos seus mercenários, apresentadas em vídeos postados por eles mesmos na internet, ou agitar com os fantoches impostos na base dos mísseis tomahawks atirados dos destroyers sobre o povo iraquiano, das bombas no Afeganistão e Líbia, ou aos centros de tortura comprovada (abusos sexuais em Abu Ghraib ou waterboarding em Bagram, nas proximidades de Cabul), ou ainda o vergonhoso e covarde linchamento do presidente líbio e líder africano, Muamar Kadafi.

Para falar em tempos de Copa do Mundo, a bola já está lá dentro. A goleada é síria.

Aos leitores sugerimos uma olhada nos vídeos da campanha de Assad, um chamado à consciência política antiimperialista (https://www.youtube.com/watch?v=c2VjclZKeLw), a unidade e orgulho nacional (https://www.youtube.com/watch?v=Fso3AOFMtkw) e a alegria na reconstrução das regiões atingidas pelo flagelo dos mercenários pró-EUA (https://www.youtube.com/watch?v=SWc9GSOli0w), filmado no bairro livre de Baba Amro, Homs.

NATHANIEL BRAIA


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