‘Propina na Petrobrás é execrável e envolvidos têm que ser presos’

Afirmou o vice-presidente da Aepet. “A Petrobrás é vítima e não um antro de corrupção”, declarou  

O vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira, afirmou que a empresa não é o "antro de corrupção" que a mídia subserviente propala, mas sim uma vítima de seus saqueadores. Ele defendeu que se investigue cada denúncia de corrupção.

Em entrevista para o Blog dos Desenvolvimentistas, Fernando foi questionado sobre a posição da Aepet em relação ao cartel/propinoduto que saqueou a Petrobrás, e respondeu incisivamente: "Achamos essa prática execrável, que deve ser punida com o máximo de rigor e prisão de todos os envolvidos. Em todo o Brasil. O ponto positivo é que a Operação Lava Jato trouxe as informações necessárias, inclusive dos corruptores, o que só foi possível com as delações premiadas". "Vinhamos denunciando em todas as AGO´s (Assembleia Geral Ordinária, anual, dos acionistas) os indícios da corrupção (por exemplo, a cartelização pela prática de EPCismo – contratação de obras por pacote fechado – que sistematizou a cartelização). Mas não dispúnhamos das provas concretas. Sabíamos que o [Renato] Duque (segundo dizem, concunhado do Zé Dirceu), o Paulo Roberto, o [Pedro] Barusco (ex-diretores da estatal) tinham procedimentos suspeitos, mas faltavam as provas. Agora temos a chance de deflagrar um combate sem tréguas à corrupção. Em todos os segmentos do país. Mas alguns membros do Ministério Público têm alertado para o risco de impunidade. A sociedade não pode aceitar um novo Satiagraha, que deu em nada".

Siqueira desmentiu mitos sobre os rumores de que a companhia está atolada em dívidas, destacando que a estatal é uma empresa em melhor situação que as grandes petroleiras do cartel internacional.

"A Petrobrás, comparada às cinco grandes companhias petrolíferas internacionais, está muito melhor que elas. Aumentou suas reservas, aumentou a produção, o faturamento bruto, enquanto as outras têm indicadores negativos nesses quesitos. Ela ainda tem 70 bilhões de barris de petróleo descobertos no pré-sal, que fazem dela uma potência econômica e tecnológica", enfatizou.

Segundo o engenheiro, a dívida da Petrobrás tem um grande lastro, que são suas imensas reservas de petróleo e gás. Siqueira observou que a estatal já tem uma produção superior a 700 mil barris por dia no pré-sal, onde as reservas alcançam cerca de 70 bilhões de barris, que somada aos 14 bilhões pré-existentes (pós-sal), chegam a 84 bilhões de barris.

"A companhia tem realmente uma grande dívida. Porque tem a maior carteira de campos de petróleo a serem postos em produção. Portanto é uma dívida positiva, visto que é uma dívida para investimentos, os quais dão retorno superior a 80% ao ano", sublinhou. "Portanto, a dívida, além de ser positiva, tem um grande lastro", opinou.

Fernando Siqueira acrescentou que a saúde financeira da empresa poderia estar bem melhor, não fosse a política de preços para os derivados adotada pelo governo federal. "A Petrobrás foi obrigada a importar derivados e revender para suas concorrentes por preços inferiores", disse. O vice-presidente da Aepet lembra que o rombo causado por essa política nos cofres da estatal pode ter chegado a R$ 60 bilhões.

O engenheiro denunciou que a mídia defensora do capital internacional move uma "campanha sistemática" para tirar a Petrobrás da condição de operadora única do pré-sal. Segundo ele, a presença da estatal como operadora única inibe dois focos de corrupção: superdimensionamento dos custos de produção, que ressarcidos em petróleo, e a medição fraudulenta da produção pelas outras companhias.

Ele alertou ainda para o lobby das multinacionais do petróleo, que visa o restabelecimento do regime de concessão adotado após a quebra do monopólio estatal no governo FHC.

"O modelo de partilha (adotado no pré-sal), não é o ideal, faltando, inclusive fixar o percentual do óleo-lucro que fica com a União. Mas é muito melhor do que o de concessão que elas defendem. A concessão dá todo o petróleo para quem produz. Por ela, o Brasil fica com 10% de royalties e cerca de 20% em impostos – tudo em dinheiro. No mundo, os países exportadores ficam com a média de 80% do petróleo produzido", explicou.

"O modelo de concessão é pernicioso para o país, é puro entreguismo, pois só favorece as concessionárias integrantes do cartel internacional, em detrimento do povo brasileiro. Quem ganha com esse modelo é esse cartel do petróleo e os defensores do modelo, que, provavelmente, não fazem essa defesa gratuitamente", completou Siqueira.


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