Ex-Juiz da Suprema Corte da Argentina sobre relatório de Nisman:

"Este rapaz juntou pistas falsas e informações distorcidas"

O ex-ministro da Corte Suprema da Argentina, Eugenio Zaffaroni, afirmou que os fatos descritos pelo recém-falecido promotor Alberto Nisman em seu relatório "não constituem delito algum". "Em princípio, há algo no conteúdo, na descrição do fato, que basicamente o que se está denunciando não é um delito, e esse é o problema", assinalou.

Sem qualquer vestígio de prova, Nisman vinha tentando imputar à presidenta Cristina Kirchner e ao chanceler Héctor Timerman, junto a outros dirigentes, a responsabilidade por um hipotético plano para beneficiar a funcionários iranianos que supostamente estariam envolvidos na explosão da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA). Esta era exatamente a versão da CIA e do Mossad para o atentado, ocorrido em 8 de julho de 1994, que provocou 85 mortos e centenas de feridos. Conforme comprovou o Wikileaks, o promotor "recebia e enviava mensagens de Washington através da embaixada estadunidense".

"Imagino que este pobre jovem é uma vítima mais do desvio da investigação do caso AMIA, foi vítima de uma informação distorcida, de pistas falsas", destacou Zaffaroni. Segundo ele, em algum momento Nisman teve que ter se dado conta de que as acusações contra o governo de Cristina Kirchner não procediam, de que "isso era falso".

O ex-magistrado descreveu como "suspeito" o retorno antecipado de Nisman de suas férias para apresentar algo sem qualquer novidade, que era mais do mesmo. "Há uma conduta estranha. Este jovem interrompe uma viagem de forma abrupta e vem apresentar um escrito de umas 350 páginas. Enfim, é algo muito estanho que tenha voltado, uma conduta que não é usual, digamos", frisou.

Para Zaffaroni, a investigação pela morte do promotor deve "prosseguir tranquilamente", defendendo que se "leve a sério" o que está se passando no caso AMIA, que "tem sofrido dissimulações e filtros, com o fornecimento de pistas falsas".


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