Evo inicia novo mandato: "Vamos consolidar revolução com conquistas na produção e justiça"

Os chefes indígenas de diversas regiões da América Latina e da Bolívia, na quarta-feira (21), ungiram Evo Morales como seu guia espiritual e político em uma cerimônia ancestral preparada nas ruínas pré - colombianas de Tiawanaku, a civilização mais antiga do hemisfério sul.

No ato, Morales expressou que "hoje é um dia histórico, estamos vivendo tempo de Pachakuti (nono governante do estado Inca), Pacha quer dizer equilíbrio e Kuti retorno; por isso trabalhamos com políticas de mudança e necessitamos consolidar nossa revolução política e cultural, uma revolução na produção e na justiça".

A cerimônia constou de um ritual que representa uma limpeza espiritual para o chefe de Estado e homenagens à Pachamama; além da entrega do Tupay Qullana, cetro ancestral que o consagra como líder dos povos originários.

O presidente reeleito participou de vários rituais andinos nesse milenar centro de ciências e artes, localizado a 70 quilômetros a oeste da capital La Paz, e a quase 4 mil metros de altura. Cerca de sete mil pessoas participaram na cerimônia. Evo deve assumir oficialmente o cargo na Assembleia Legislativa Plurinacional, na quinta, 22.

O presidente boliviano conquistou sua terceira reeleição no dia 12 de outubro passado com 61.02% dos votos, ante seu principal adversário, Samuel Doria Medina, que obteve 24.49%. Foi a vitória contundente de um projeto de afirmação da soberania nacional sobre os recursos naturais que começara em 2006, e que coloca hoje a industrialização no centro. Naquela eleição, depois de 500 anos, em um país onde até 1952 os integrantes dos povos originários não podiam votar, eles tinham elegido um deles como presidente.

No ano passado, a Bolívia cresceu 5,5%, o maior índice da América do Sul.

A nacionalização dos hidrocarbonetos permitiu que o valor arrecadado por sua venda anualmente subisse de 2 para 10 bilhões de dólares, com ganhos ao Estado passando de 300 milhões para 6 bilhões de dólares. Isso permitiu triplicar o gasto público, aumentar o salário real em 64%, cobrir com bônus de assistência a 33% da população, fato que funcionou como importante iniciativa no combate à miséria enorme que esmagava a população.

O ministro da Economia e Finanças, Luis Arce, destacou que a elevação dos recursos com a nacionalização permitiu que o governo possa "cuidar do emprego, com aumento salarial acima da inflação e com distribuindo renda".

"Estamos aumentando a demanda interna e os investimentos no país, e distribuir a riqueza e reduzir a pobreza são nossos focos", destacou o ministro.


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