"Liberdade de expressão" na França: piada com Charlie dá cadeia e insulto à fé islâmica é chique
 

 A polícia francesa já prendeu mais de 69 pessoas por comentários irônicos acerca do ataque ao jornal semanal Charlie Hebdo. As prisões foram efetuadas, depois das massivas manifestações em defesa da liberdade de expressão.

Entre os presos indiciados por suposta “apologia ao terrorismo”, está um jovem de 16 anos que postou no Facebook uma paródia da edição de julho de 2013 do Charlie Hebdo, período em que muitos muçulmanos foram mortos a tiros no Egito durante as manifestações contra a ditadura de Mubarak. A charge de autoria do jovem dizia que o “Charlie Hebdo é uma merda".

Não é a prova de balas”, acompanhada do desenho de um dos cartunistas sendo alvejado por balas ao tentar se defender com o jornal. A capa da citada edição de julho de 2013 do Charlie mostrava um manifestante muçulmano egípcio sendo crivado de balas e segurando o alcorão, acompanhado de uma legenda de autoria do Charlie Hebdo, “o alcorão é uma merda. Não é à prova de balas”.

O jovem foi preso quinta-feira (15), acusado de “defender o terrorismo” por reproduzir uma charge de conteúdo idêntico ao publicada pelo jornal em 2013, O jovem mora com seus pais, não possui nenhum registro criminal, e de acordo com o promotor Yvon Ollivier não possui “perfil sugerindo ligação ao movimento jihadista”. O garoto afirmou aos procuradores que postou o desenho porque achou que seria “engraçado”.

Na cobertura da prisão do jovem, os meios de imprensa na França, não mostraram a charge e apenas a descreveram.

Entre os presos também está o comediante Dieudonné que manifestou em seu Facebook uma opinião irônica ao afirmar que se sentia como “Charlie Coulibaly”, uma referência ao jornal e a um dos participantes do ataque a um mercado de comida judia. Dieudonné foi acusado de “incitar o terrorismo”.

As prisões são em sua maioria absurdas como as demonstradas acima. Outro caso estranho foi a suspensão de três funcionários de uma escola ao norte da cidade de Lille, que se recusaram a prestar um minuto de silêncio em homenagem ao chargistas assassinados do Charlie Hebdo. Um deles enfrenta a acusação de “defender o terrorismo” por não prestar a homenagem.


Capa
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Entre os lacaios (Lênin)

Maluf: “Chinaglia é homem muito honesto. Voto nele” 

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Contra traições de Dilma, Centrais convocam Dia Nacional de Lutas

Dirigente da CUT/RS inclui redução dos juros na pauta dos trabalhadores

Para sindicalistas, veto à correção do IR é confisco ao salário dos trabalhadores

Aeronautas e aeroviários iniciam paralisações diárias por reajuste

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Bancários defendem Caixa 100% pública

 

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Tsipras: "Vamos afastar os que conduziram o país à catástrofe"

Mexicanos denunciam o governo por abafar crime contra os 43 estudantes

"Este rapaz juntou pistas falsas e informações distorcidas"

Evo inicia novo mandato: "Vamos consolidar revolução com conquistas na produção e justiça"

Relatório da Oxfam subestima desigualdade no planeta

Boko Haram: o braço armado para desestabilizar a Nigéria (II)

Síria: ataque terrorista em Homs mata 5 civis e fere 70

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 Obama promete no Congresso tudo o que sabe que não passa

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Economia chinesa cresceu 7,4% e a indústria teve incremento de 8,3%

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O nascimento da República e os jabutis em cima das árvores (4)