Professores em greve marcham em Bogotá por salários e contra
a privatização do
ensino público

Milhares de professores da educação pública da Colômbia realizaram, na segunda-feira, uma marcha em Bogotá no sexto dia de uma greve por tempo indeterminado exigindo melhorias salariais desconsideradas pelo governo, o que afeta a mais de nove milhões de estudantes de todos os graus.

Desde todas as partes do país, os professores se concentraram na capital colombiana no que denominaram a Grande Tomada de Bogotá, para protestar frente ao Ministério de Educação.

"Exigimos mais atenção para a educação pública, mais orçamento para a educação pública e melhor salário para os docentes", afirmou Elián Leguízamos, um dos líderes da mobilização.

Os professores, filiados à Federação Colombiana de Trabalhadores da Educação (Fecode), pedem que se faça efetiva uma equiparação salarial acertada no ano passado e que se forneça um incentivo econômico aos docentes com especializações ou doutorados, segundo o documento de exigências que discutem há semanas com o ministério de Educação.

"Estamos pedindo a melhora dos salários porque estamos 28% abaixo de todos os profissionais do país", assegurou Norma Herrera, outra das lideranças dos manifestantes.

O governo não reconhece o movimento e insiste em negociar só depois de que os docentes suspendam a greve.

A mobilização tem ainda como objetivo protestar contra a privatização da educação e a saúde pública, assim como contra os tratados de Livre Comércio, as reformas que pretendem piorar as questões tributárias, de previdência e trabalhistas, entre outros aspectos.

No final do ano passado, os estudantes das universidades públicas realizaram uma greve durante um mês e diversas manifestações em rechaço a um projeto de reforma na educação superior, que finalmente foi retirado pelo governo. 


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