Montadoras reduzem produção em 18,5% e 37 mil trabalhadores estão na antessala do desemprego

Segundo Anfavea, de janeiro a junho, 14,5 mil funcionários foram demitidos

       A produção de veículos automotores no país recuou 18,5% no primeiro semestre do ano, segundo dados divulgados pela Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), na segunda-feira (06). Com a economia em recessão devido à política de arrocho fiscal do governo Dilma, a produção das montadoras é a menor desde 2006, tendo a restrição ao crédito e a redução do consumo como principais fatores.

      Ameaçadas pela redução nos lucros, as montadoras de veículos estrangeiras logo começam a descontar as frustrações do mercado nos trabalhadores. O balanço do setor aponta para um corte de 14,5 mil funcionários nos primeiros seis meses do ano em relação ao primeiro semestre de 2014 (9,6% do contingente do período). Outros 36,9 mil trabalhadores - o que representa 27% dos trabalhadores das empresas - estão afastados da produção, seja sob a forma de licença, férias coletivas ou suspensão de contratos com o chamado “lay-off”, a antessala da demissão.

      A Anfavea atribui as demissões à queda de 20,7% nas vendas no período. Somente em junho, a baixa foi de 14,8% na comparação com o mês em 2014, o pior resultado para o mês desde 2004.

     Contudo, trata-se de um dos setores mais beneficiados com isenções fiscais e financiamentos do BNDES, recursos estes transferidos às matrizes das montadoras sob a forma de gordas remessas de lucros.

     O presidente da Anfavea, Luiz Moan, comemorou o novo plano de flexibilização das leis trabalhistas lançado pela presidente Dilma Rousseff também nesta segunda-feira, que prevê a redução da dos salários e da jornada de trabalho (ver matéria na pág.3).

     “É um instrumento que nos permitirá trabalhar de forma mais tranquila”, disse Moan, após apresentar os dados catatróficos do setor. O presidente da Anfavea seguiu, após a coletiva, para Brasília onde acertaria os últimos detalhes do programa que representa um duro ataque à CLT.

      Caminhões e ônibus

     Considerando apenas os números da fabricação de caminhões e ônibus, os números foram catastróficos no período de janeiro a junho: queda de 45% e 27%, respectivamente, evidenciando também uma brusca queda nos investimentos de outros setores. As vendas recuaram, no caso dos caminhões, 42,3% e, dos ônibus, 27,7%.
“Posso dizer que o setor de caminhões teve queda brutal na produção. Retornamos a produção de caminhões de junho de 1999”, afirmou o presidente da Anfavea.
Com relação à venda de máquinas agrícolas e rodoviárias, a redução foi de 25,1%, na comparação com os primeiros seis meses do ano passado. A produção recuou, no mesmo período, 24,4%.

 PRISCILA CASALE

 


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