No ato, os membros de 30 corais entraram cantando na Catedral da Sé

Centenas de pessoas relembram os 40 anos do assassinato de Vladimir Herzog

Cerca de 800 pessoas participaram, no último domingo (25), de um ato ecumênico na Catedral da Sé, São Paulo, que lembrou os 40 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog por agentes da repressão na ditadura militar.

Vladimir Herzog nasceu na Iugoslávia, em 1937 e emigrou para o Brasil com os pais, em 1942, fugindo do nazismo. Formou-se em filosofia pela USP, e se destacou como jornalista, tendo trabalhado em importantes órgãos de imprensa brasileiros, sendo diretor da TV Cultura. Foi militante do Partido Comunista Brasileiro.

“Vlado”, como era chamado por seus amigos, foi torturado até a morte no dia 25 de outubro de 1975 pelo regime militar brasileiro nas instalações do DOI-CODI, no quartel-general do II Exército, em São Paulo, após ter se apresentado voluntariamente ao órgão para prestar esclarecimentos sobre suas atividades.

Uma semana após a sua morte, milhares de pessoas se reuniram para protestar silenciosamente contra o regime e denunciar seu assassinato. Numa das maiores manifestações populares de denúncia dos crimes cometidos pela ditadura realizadas no período.

Agora, sob a iniciativa do Instituto Vladimir Herzog e da Arquidiocese de São Paulo, o Fórum Coral Paulistano, com o apoio do Projeto Canta São Paulo e do Coro Luther King, sob direção artística do Maestro Martinho Lutero Galati (Maestro do Teatro Municipal de São Paulo), promoveram um ato pela paz e pelos direitos humanos.

Os 800 cantores, de 30 corais, se concentraram na Praça da Sé, subiram as escadarias e entraram na Catedral cantando o refrão de “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré.

Em 2012, atendendo pedido da Comissão Nacional da Verdade foi determinada a retificação do atestado de óbito do jornalista. De acordo com a retificação, a morte de Herzog “decorreu de lesões e maus-tratos sofridos em dependência do II Exército SP (Doi-Codi)”.


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