Governo Federal ameaça acabar com o Instituto Nacional da Mata Atlântica

A sociedade civil e científica está mobilizada para impedir o governo federal de extinguir o Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) em Santa Teresa, no Espírito Santo. Criado após décadas de luta da comunidade científica, o antes chamado de Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, fundado pelo cientista Augusto Ruschi em 1949, agora é ameaçado por um projeto de reforma administrativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Tal proposta do governo federal, alegando contenção de despesas, prevê a fusão do INMA com outros três institutos, o Instituto Nacional do Semiárido, Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal e Instituto Nacional de Água. A mudança, porém, reduziria o papel do INMA a uma mera coordenadoria, perdendo sua autonomia, identidade e história.

A Carta Aberta é direcionada aos ministros Celso Pansera (MCTI), Nelson Barbosa (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Jaques Wagner (Casa Civil), e circula nas redes sociais como forma de abaixo-assinado, para adesão da sociedade. O documento destaca que o INMA é uma das instituições mais queridas e respeitadas do Espírito Santo, recebendo milhares de visitas por ano, em grande parte por simbolizar a luta de Augusto Ruschi pela conservação da Mata Atlântica. “Sua extinção seria interpretada como um desrespeito à história e ao povo desse Estado”, pontuam. 

As entidades e instituições que assinam a carta apontam que a extinção do INMA resultará em um retrocesso nas políticas de ciência e tecnologia voltadas para o conhecimento e conservação dos biomas brasileiros, além de seguir na contramão das demandas de conhecimento técnico científico qualificado para a tomada da decisão na área de gestão ambiental.

O documento tendo em vista a tragédia do rompimento da barragem da Samarco/Vale em Mariana (MG) reforçou “a necessidade de o País ter instituições fortes, autônomas e qualificadas, com o objetivo de estudar e embasar a conservação e o desenvolvimento sustentável na região da Mata Atlântica no Brasil”.

“Entendemos que o País passa por dificuldades circunstanciais que demandam medidas de economicidade, mas acreditamos que essas medidas não podem mutilar as instituições, historicamente consolidadas, que serão essenciais na perspectiva do desenvolvimento socioeconômico, dentro de princípios ambientais sustentáveis”, afirmaram.


Capa
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ESPORTES

CARTAS

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