Espanha: Ministério Público pede quatro anos de cadeia para Rato, ex-chefe do FMI

  A Procuradoria anticorrupção da Espanha pediu que Rodrigo Rato, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional e antigo ministro da Economia do país fosse condenado a quatro anos e meio de prisão, além de uma multa de 2,7 milhões de euros.

  O pedido se deu com base na acusação de uso fraudulento de cartões de crédito corporativos durante o período no qual Rato dirigia o banco Caja Madrid, posteriormente conhecido como Bankia, após uma serie de fusões.

  A acusação do Ministério Público contra Rato foi apresentada na quinta-feira (14), quando seu antecessor, Miguel Blesa, também foi acusado como cúmplice do crime podendo ser condenado a seis anos de cadeia. Hoje Rato tem 66 anos e está envolvido em pelo menos três casos de corrupção. Devido às investigações, desde outubro de 2015 Rato foi proibido de sair da Espanha e teve seu passaporte cassado pela justiça do país.

  No total, 66 pessoas foram acusadas no esquema fraudulento, todas podendo pegar de um a seis anos de prisão. Entre os acusados há muitas personalidades conhecidas no país como o ex-secretário de Comércio, José Manuel Fernández Norniella; o ex-diretor financeiro da Caja Madrid, Ildefonso Sánchez Barcoj, além do ex-chefe da Casa Real, Rafael Spottorno, entre outros.

  Até agora 78 ex-dirigentes do banco espanhol estão envolvidos no esquema dos cartões de crédito. Estima-se que apenas o rombo deixado por Rato e Blesa entre fevereiro de 2010 e maio de 2012 supere 12 milhões de euros. Para o juiz Fernando Andreu os acusados decidiram utilizar os cartões para um destino ilegal “prejudicando a entidade que dirigiam”. Para o juiz “o esquema estabelecia que os destinatários dos cartões não deveriam mais apresentar prestação de contas referentes aos seus gastos, contrariando as normas”, dessa forma possibilitando gastos que totalizaram milhões em compras de luxo e passagens aéreas.

  Rato foi detido pela polícia espanhola em abril de 2015, após uma investigação envolvendo todo o seu patrimônio. Suas principais acusações dizem respeito a fraude fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção.


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