Ministro da recessão “defende” Dilma

Não podia ser mais desastrosa a decisão tomada por Dilma Rousseff de designar o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para tentar defendê-la perante a Comissão do Impeachment da Câmara dos Deputados, o que aconteceu na quinta-feira (31). Além de ser parecido com a presidente na total falta de empatia com os deputados, Barbosa é porta-voz e defensor de medidas drásticas contra o país e o povo, como os cortes no orçamento, o limite de gastos públicos primários e a fatídica "reforma" da Previdência. Sua imagem, portanto, é dos cortes e da continuidade do desastre.

A política econômica recessiva de Nelson Barbosa e Dilma não consegue apoio nem entre os deputados do PT. Sua apresentação, apesar de procurar tratar exclusivamente das pedaladas fiscais de sua chefe, não deixará de ser relacionada à débâcle econômica da gestão de Dilma e à insistência em manter uma política de juros altos, arrocho salarial, cortes de investimentos e entreguismo. Ou seja, uma política que trará mais quebradeira às empresas e mais sofrimento à população. Até ele, que está empenhado em aprovar o fatídico pacote de ajuste fiscal, ficou surpreso com a designação. "Eu estou sabendo agora desta notícia", disse.

A Comissão do Impeachment questiona a legalidade dos atrasos de repasses a bancos públicos referentes ao pagamento de benefícios de programas sociais, como Bolsa Família, seguro-desemprego e abono salarial adiantados por eles (as chamadas pedaladas fiscais). A prioridade dada aos bancos fazia com que Dilma usasse bancos públicos para cobrir os programas do governo. Depois nem os repasses ela fazia. Barbosa disse que vai responder a tudo o que for perguntado e que todas as medidas que embasaram a acusação foram técnicas, a partir de pareceres com o mesmo perfil. Segundo ele, não há nenhum problema em defender a presidente. É verdade, para ele não há problema em defende-la, mas, já para Dilma...

SÉRGIO CRUZ

 

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