Jack Lew, secretário do Departamento de Estado dos EUA, em declaração à imprensa:

“Usamos sanções econômicas em relação a países que
se negam a nos atender e a mudar seu comportamento”  

Jack Lew, secretário do Departamento do Tesouro dos EUA, falou à imprensa nesta quarta-feira (30) sobre os objetivos das sanções econômicas contra países como a Rússia, China e Irã. O funcionário do Tesouro americano diz que o governo dos EUA considera que “as sanções são métodos preferidos por Washington para influenciar o sistema financeiro global, isolando indivíduos, organizações financeiras ou economias nacionais. Com o passar do tempo essas medidas evoluíram de amplos embargos – como o que realizamos contra Cuba – para ações mais concretas”.

Lew afirmou ainda que “como exemplo de ‘medidas de última geração’ temos as que, em relação à Rússia, buscam debilitar suas indústrias de defesa, minérios e bancos estatais, como forma de responder sua política em relação à Ucrânia. Não podemos nos recusar ao uso das sanções só porque essas indústrias sofrerão lento crescimento econômico. As sanções são ferramentas fortes e não vamos usá-las de maneira frívola”.

De acordo com o funcionário do governo americano, Washington não utiliza seus mecanismos de pressão sobre os países começando pelas sanções. “Os EUA incentivam os países a mudar seu comportamento conforme as exigências da Casa Branca. Se eles não mudam... Desta forma reduzimos ou eliminamos as sanções contra o Irã, visto que o país demonstrou boa vontade para frear seu programa nuclear como determinavam os EUA”, afirmou o “pouco” arrogante Senhor Jack Lew, para quem a única coisa que conta no mundo são as determinações e vontades dos EUA.

Para a Rússia, que vem sofrendo sanções econômicas por parte dos EUA e alguns de seus satélites na Europa, tais afirmações não passaram despercebidas como no Ocidente em geral.

A presidente do Comitê Contra a Corrupção da DUMA russa – a Câmara dos deputados - Irina Yarovaya, classificou a declaração do secretário do Tesouro dos EUA como “francamente cínica” e uma demonstração de “charlatanismo político”. A parlamentar russa disse ainda que “se a autoridade de um país tiver sua própria opinião e postura e os EUA não gostarem dela esse país pode se tornar alvo de seu ataque. E apesar de Moscou declarar publicamente que não é parte do conflito no Donbass, no leste ucraniano, os EUA, a União Europeia e alguns outros países ocidentais aplicaram sanções contra políticos, contra indústrias russa de defesa e mineração além de bancos estatais por sua suposta influência na crise ucraniana.

No último dia 15 de março a subsecretária de Estado dos EUA, Victoria Nuland, afirmou em audiência no Senado americano que “por causa da ‘anexação da Crimeia’, cuja situação continua a mesma nos últimos dois anos, a Rússia deve sofrer sanções econômicas e nós vamos ter que avaliar ainda o que mais pode ser feito,” disse a diplomata em resposta a uma pergunta sobre o que se deveria fazer em relação à Rússia que até agora mantém a Crimeia como parte do território país, de acordo com a vontade da maioria dos cidadãos da Crimeia.

A senhora Nuland aproveitou para destacar que “as atuais sanções contra a Rússia proíbem quaisquer investimentos na Rússia.”
O presidente da Duma, o parlamento russo, deputado Serguey Naryshkin, afirmou em Moscou que “os políticos da UE e da Otan sob o comando dos EUA ao invés de tomarem medidas para efetivamente combater o terrorismo se dedicam à proclamação e publicação de sanções contra a Rússia e já começam a negociar o destino dos refugiados do Oriente Médio e do Norte da África. Neste momento os EUA se dedicam a anunciar novas sanções econômicas contra a Rússia, o que viola os direitos fundamentais de milhões e milhões de cidadãos russos”, disse o chefe parlamentar, preocupado com as dificuldades que essas sanções impõem ao país prejudicando a economia e o desenvolvimento, assim como as condições e o nível de vida da população russa.

ROSANITA CAMPOS
 


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