Corte Europeia mantém impunidade dos policiais ingleses que mataram o brasileiro Jean Charles
 

A Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH), rejeitou na última quarta-feira, em Estrasburgo, na França, o recurso apresentado pela família do brasileiro Jean Charles de Menezes, de 27 anos, assassinado por forças especiais da polícia inglesa com sete tiros na nuca, à queima-roupa.

Natural de Minas Gerais, Jean Charles foi morto no dia 22 julho de 2005 em Londres, cidade em que vivia há três anos, trabalhando como eletricista. O assassinato, diante dos chocados passageiros, ocorreu dentro de um trem do metrô, na estação de Stockwell, no sul da capital inglesa. A polícia alegou ter confundido o jovem com um “terrorista”, justificando a razão de ter disparado tantas vezes de forma tão covarde e atabalhoada.

Dois anos depois, em 2007, a Polícia Metropolitana de Londres foi considerada culpada por “falhar por não garantir a saúde, segurança e bem-estar de Jean Charles”. Dessa forma foi multada em US$ 270 mil, e penalizada a pagar uma indenização à família. Porém nenhum policial foi processado ou julgado.

Colidindo com as provas e os fatos descritos por inúmeras testemunhas, a Corte avaliou que a Justiça britânica conduziu “uma investigação efetiva” sobre a execução, mesmo que “nenhum policial envolvido” tenha sido processado penalmente.

“As autoridades da Grã-Bretanha não falharam na sua obrigação de levar adiante uma investigação sobre a morte de Jean Charles”, se pronunciaram cinicamente os juízes da Grande Câmara, a autoridade suprema da Corte Europeia de Direitos Humanos. Abandonando qualquer respeito efetivo aos “direitos humanos”, a decisão da CEDH é final e inapelável.

Confiando nos vícios do processo, a advogada representante do governo inglês, Claire Montgomery, afirmou que a investigação concluiu que não havia evidências suficientes para julgar os policiais individualmente, nem os dois policiais responsáveis por alvejar o brasileiro, nem mesmo os seus superiores.

Prima do jovem, Vivian Figueiredo reagiu, afirmando não saber que “outras evidências eram necessárias”. “Quando ele foi morto, meu primo não foi capaz de se mover, atiraram sete vezes na cabeça dele. Esse é um uso extremamente excessivo da força”, frisou.

 

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