Japoneses repudiam “reforma” que permite aos EUA usar FFAA nipônicas como bucha de canhão
 

   Milhares de japoneses tomaram as ruas de Tókio na terça-feira (29), data em que entrou em vigor a modificação da Constituição que permitirá agora que as forças armadas nipônicas possam combater no exterior, quando solicitadas pelos EUA e em apoio dos caprichos imperiais de Washington.

  A emenda à constituição foi bancada pelo premiê Shinzo Abe e aprovadas em setembro passado para atender demanda dos EUA, que mantêm até hoje tropas de ocupação no país, contra o qual jogaram duas bombas nucleares em 1945 em Hiroxima e Nagazaki, quando o fascismo imperial estava à beira da rendição.

  A “reforma” revogou o dispositivo da carta magna que instituiu o caráter de autodefesa às forças militares japonesas após a derrota na 2ª guerra mundial. A medida reinterpreta o artigo 9º da Constituição, que até então renunciava a guerra como um meio para se favorecer frente a disputas internacionais.

  A revisão do primeiro-ministro Shinzo Abe “expande as atividades das Forças de AutoDefesa marítima, mesmo se o país não estiver sob ataque”, relata o jornal “Asahi Shimbun”, um dos cinco maiores no Japão. “As leis que expandem as atividades das Forças de AutoDefesa têm a finalidade de prover maior suporte aos esforços militares dos Estados Unidos e outras nações pelo mundo”. Já o site de notícias “Xinhua” chamou o primeiro-ministro de “mestre da guerra” devido ao seu interesse em apoiar os esforços de guerra dos EUA.

  Ao todo mais de 40 mil japoneses ocuparam as ruas do país na terça-feira, em manifestações organizadas em pelo menos 35 cidades. Durante a manifestação realizada na capital Tókio as pessoas cantavam: “Fora Shinzo Abe” e “nós não toleraremos a guerra”. No final de semana, milhares de estudantes marcharam nas ruas de Tókio, no distrito de Shibuya, exigindo um “futuro sem guerras”.

  A nova legislação pró-guerra foi aprovada em meio ao crescente aumento das tensões dos EUA contra China, Rússia e Coreia Popular.

 

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História da Petrobrás - (8)