Fora Dilma-Temer, eleições gerais já! Exigem Rede, PSB, PPL e PSTU

Campanha por eleições já foi lançada no DF

O ato de terça-feira, que reuniu, em Brasília, partidos populares como a Rede Sustentabilidade, o Partido Socialista Brasileiro e o Partido Pátria Livre - assim como as manifestações convocadas pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, no dia 1º – pela convocação imediata de eleições gerais no país, são um elemento revitalizador da vida nacional, levada aos extremos da agonia pela dupla PT-PMDB, cujo apodrecimento a fez – e a faz, cada vez mais - apenas uma contrafação do PSDB.

O ex-presidente Lula, no ato que o PT promoveu em São Bernardo, disse que gostaria de falar para Temer: "Vai para rua pedir voto".

O conselho é pertinente, exceto pelo fato de que Temer não ia ser muito bem sucedido.

Mas não ocorreu a Lula que Dilma é, exatamente, o mesmo caso.

Do ponto de vista eleitoral, político ou moral, Dilma e Temer são tão parecidos quanto dois cadáveres em decomposição. Quem é que quer chegar perto deles? Pelo contrário, o repúdio geral é para enterrá-los.

Mas isso significa que não pode se sustentar – porque não pode existir - um governo sem nenhuma legitimidade eleitoral (os incensados 54 milhões de votos, simplesmente, não existem mais – e, aliás, nunca foram de Dilma nem de Temer); sem nenhuma legitimidade política (ninguém, nem os que votaram em Dilma, votou a favor da atual política de destruição do país, ao contrário); e sem nenhuma legitimidade moral (uma presidenta descaradamente mentirosa – a começar por seu estelionato eleitoral - com uma campanha bancada pelas propinas - pelo roubo à Petrobrás, ao patrimônio público e ao dinheiro público; uma presidenta que obstrui a Justiça e acoita ladrões).

Dilma e Temer são dois escroques políticos e eleitorais - e não apenas eleitorais e políticos. Desse ângulo, estritamente moral, o famoso "Dr. Antonio" (na verdade, Arthur Antunes Maciel), que assolou a capital da República no início do século XX - e acabou se tornando personagem de João do Rio, em "Memórias de um Rato de Hotel" - era fichinha perto deles.

Até porque, o "Dr. Antonio" era ladrão, era escroque, mas não ocupava a Presidência da República - nem ao menos a vice-presidência.

Esta é, precisamente, a questão. Tornou-se um imperativo da nacionalidade – isto é, de sobrevivência do Brasil enquanto nação - o afastamento de Dilma e Temer do poder.

Não é por acaso que nove senadores – e mais um décimo, antes com Temer – reuniram-se em torno da realização de eleições este ano.

Não é destituída de interesse a razão apresentada pelo senador Raupp (PMDB-RO), antes com Temer e o impeachment de Dilma, para mudar de posição: "O Brasil enfrenta uma de suas maiores crises políticas da história recente e, ao mesmo tempo, uma grave recessão econômica. O povo está revoltado e surpreso com a paralisia do governo. A conclusão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, independente do resultado que tiver, não encerrará o acirramento político no país. As crescentes incertezas comprometem também a legitimidade do Legislativo".

Em suma, o país não será "apaziguado" ou pacificado pela substituição de Dilma por Temer, pela substituição, no governo, do PT-PMDB pelo PSDB-PMDB - substituição essa que tem o objetivo de manter a mesma política recessiva, de aumento da parcela da renda e do patrimônio do país em poder do setor financeiro, de juros altíssimos, quebra das empresas nacionais – sobretudo das empresas industriais -, desemprego, desemprego e desemprego, nenhum investimento público, ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários, arrocho nos salários (ou, mais precisamente, rebaixamento do salário real), desnacionalização galopante da economia, miséria, fome e retrocesso.

Na página ao lado, o leitor poderá ver os resultados da produção industrial (produção física) nos dois primeiros meses do ano. Repare o leitor que a produção de bens de investimento ou bens de capital – isto é, máquinas e equipamentos – afundou menos 30,8%.

O que quer dizer que o investimento no país entrou em colapso, pois também a importação de máquinas e equipamentos caiu 30% (março de 2016/março de 2015).

Mas, por quê?

Porque com R$ 513 bilhões desviados do setor público para os bancos, fundos e outros rentistas, em 12 meses, e uma taxa básica de juros real de 6,79%, praticamente todo o fluxo de recursos da economia foi desviado para o setor financeiro, deixando o setor produtivo em seco – ou seja, quebrando.

Daí as milhares de indústrias que fecharam no último ano. Nem mesmo falir elas estão falindo, devido aos descaminhos da lei de falências do sr. Palocci. Simplesmente, a maior parte delas está fechando. O que é a mesma coisa que falir, exceto para efeito de marketing.

Como é possível um país crescer sem indústria, sem investimento público, e com juros no etéreo?

Não é possível.

A isso é preciso acrescentar um dos pilares do neoliberalismo – isto é, do domínio desapiedado de monopólios financeiros e cartéis sobre o país. O roubo é endêmico, sobretudo sobre a propriedade pública, porque o roubo é intrínseco, inerente, ao tacão dos monopólios privados, portanto, é intrínseco, é inerente, ao neoliberalismo.

Essa é a maravilha da política atual: o desemprego ao invés do emprego, a especulação em vez da produção, o roubo ao invés do empreendimento, o abuso do dinheiro nas eleições ao invés da vontade popular, a morte em vez da vida.

Evidentemente, vai ser necessário reformar a atual legislação eleitoral, pois ela tornou-se um meio de favorecer os candidatos que são turbinados – ou propinados – por meia dúzia de grupos internos e estrangeiros, que se sobrepõem ao povo pela deformação das campanhas e dos resultados eleitorais.

Precisamos, mais do que nunca, limpar as estrebarias de Áugias deixadas pelo PT, PSDB e PMDB. Ou isso é feito através de eleições – ou de modo mais traumático. Mas que será feito, será - como tudo aquilo que tem de ser feito.

CARLOS LOPES

 

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