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Desemprego acelera e cresce 39,8% no primeiro trimestre, diz PNAD Contínua

Os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (29), apresentam um número recorde de desemprego no país: 2,016 milhões de pessoas passaram a engrossar a estatística de “população desocupada” no trimestre encerrado em março de 2016, um acréscimo de 22,2% sobre os três meses terminados em dezembro de 2015. Estimada em 11,1 milhões de pessoas, a população desocupada cresceu 39,8% em relação a igual trimestre de 2015, o que significa um aumento de 3,2 milhões de desempregados dentre os que são computados dentro da força de trabalho.

Isto porque, como se trata de uma pesquisa que considera a média móvel trimestral, 1/3 dos dados se repetem de uma publicação para a outra.

Assim, a taxa de desocupação do período entre janeiro, fevereiro e março deste ano foi estimada em 10,9%, 1,9 ponto percentual acima da taxa do trimestre anterior, que estava em 9%. Na comparação com o mesmo período do ano passado (janeiro, fevereiro e março de 2015), quando a taxa estava em 7,9%, o acréscimo foi de 3,0 pontos, informa a pesquisa.

No ínterim, ainda houve um aumento de 247 mil dos que se encaixam na categoria de “trabalhadores por conta própria”, a maioria trabalhadores que, desempregados, passaram a compor a renda no trabalho informal. Sobre o período de janeiro e março do ano passado, o aumento dos trabalhadores nesta situação cresceu 1,413 milhão. A migração desses ex-trabalhadores com carteira assinada para o trabalho informal se confirma pelos dados do número de pessoas empregadas formalmente, que caiu 2,2% frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2015 (34,6 milhões) e 4% na comparação anual (1,4 milhão de pessoas).

Em um universo de 101 milhões e 728 mil pessoas dentro da força de trabalho, conforme identifica a pesquisa, apenas 34 milhões e 631 mil pessoas estão empregadas com carteira assinada, ou seja, apenas 1/3 aproximadamente.

O rendimento médio real habitual, considerado para todos os trabalhos, ficou estável de um trimestre para o outro, mas mostrou queda de 3,2% (de 2.031 para 1.966) do ano passado para cá.

 

 

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