Moro aceita denúncia contra o marqueteiro do PT e Marcelo Odebrecht

O juiz Sérgio Moro aceitou na sexta (29) duas denúncias do Ministério Público Federal que têm como principal alvo o marqueteiro do PT, João Santana. Com a decisão, o publicitário, a mulher dele, Mônica Moura, além de outras 15 pessoas, entre elas o empresário Marcelo Odebrecht, se tornam réus em ações penais da Operação Lava Jato. Eles responderão por crimes como corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia, há indícios de que Santana recebeu de maneira ilegal US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels.
“É certo que João Cerqueira de Santana Filho e Monica Regina Cunha Moura não são agentes públicos, mas se, como afirma a Acusação, receberam conscientemente recursos provenientes de acertos de propinas entre dirigentes da Petrobrás e empresas fornecedoras da estatal, são passíveis de responsabilização por crime de corrupção passiva”, afirmou o juiz.

Uma das ações trata do departamento estruturado de operações financeiras paralelas, criado pela Odebrecht para fazer o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos em razão de contratos firmados pela empresa com o Poder Público.

Além dos pagamentos no exterior, planilhas apreendidas com uma funcionária da empreiteira apontam que a empresa pagou R$ 22,5 milhões a alguém com o codinome “Feira”, entre outubro de 2014 e maio de 2015 – quando a Lava Jato já havia sido deflagrada e em período que coincidiu com as eleições presidenciais. O apelido seria referência a João Santana, que nasceu em Tucano, município baiano situado a 150 quilômetros de Feira de Santana.

Este é o terceiro processo a que Marcelo Odebrecht vai responder na primeira instância. Ele já foi condenado a 19 anos e quatro meses em uma das ações e o outro processo está em fase de indicação das testemunhas. Santana passa a responder aos primeiros processos.

Em outra ação, o marqueteiro é acusado de receber dinheiro ilegal de Zwi Skornicki. O dinheiro teria origem em contratos referentes às plataformas P-51, P-52, P-56 e P-58. De acordo com a denúncia, houve pagamento de propina para Renato Duque e Pedro Barusco nesses contratos. Um terço da propina foi dividida entre o ex-presidente da Sete Brasil, João Ferraz, e os ex-gerentes da Petrobrás.

Os outros dois terços foram encaminhados ao então tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que mandou que parte dos depósitos ficasse com João Santana e Monica Moura.

 

 

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