“Povo quer votar”, conclamam CGTB e Conlutas no 1º de Maio 

Centrais festejaram o Dia do Trabalhador com atos na capital e no interior de SP 

Milhares de trabalhadores participaram neste domingo da comemoração do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, em São Paulo, na Avenida Paulista, e também em Ferraz de Vasconcelos, no interior do estado, em atos organizados pela Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e pela Central Sindical e Popular (CSP-Conslutas). Ambas as comemorações clamavam por “Novas Eleições, Já!”, frente ao governo anti-trabalhador de Dilma e de seu vice Michel Temer.

No ato em Ferraz, realizado no antigo Complexo Poli esportivo Gothard Kaesemodel, o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, Bira, ressaltou que “fruto da pressão das ruas, a presidente está sendo impeachmada, e agora querem colocar o Michel Temer no lugar, que é o mais do mesmo. Nós não vamos aceitar isso. Nós queremos “Eleições Já” para poder mudar a situação do nosso país. São 11 bilhões e 100 mil desempregados, saúde abandonada, escola sem lugar para os alunos estudarem, moradia nem se fale. Agora, é preciso levar adiante a nossa luta, e fazer com que o Brasil possa devolver ao povo brasileiro o direito de votar para Presidente da República e para o Congresso ainda esse ano. Essa é a nossa determinação”, ressaltou.

Durante as comemorações, que contaram com shows do grupo Fundo de Quintal, além de Dayse do Banjo, Sambaqui, dentre outros artistas, o prefeito em exercício, José Izidro Neto, apontou que “nós estamos passando, a nível nacional, por uma crise muito grave, mas os trabalhadores e os sindicatos estão se unindo. Estamos fazendo esse movimento. Tenho certeza que, como as centrais estão trabalhando, o Brasil vai voltar mais uma vez a crescer e se desenvolver”, afirmou.

O presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB), Alfredo Neto, denunciou que “esse 1º de Maio está sendo marcado por um desemprego recorde. São mais de 10 milhões de desempregados. São pais e chefes de família que estão no olho da rua por uma política selvagem, neoliberal. Essa política é a que tem levado aos lares brasileiros o desespero, a fome e a miséria. Sabemos que um desemprego como esse, com o arrocho, quem mais sofre somos nós que estamos na periferia. Somos nós que deixamos de ter a saúde assistida, o trabalho e a educação. Enquanto isso, eles estão lá entregando o nosso país”.

Estiveram ainda presentes o presidente do Sindelevadores, José Augusto dos Santos, Oswaldo Lourenço, liderança do movimento dos aposentados da CGTB, entre outros.

No ato da Avenida Paulista, na Capital, os manifestantes também clamavam por eleições gerais, além de entoarem palavras de ordem como “Fora Dilma, fora Cunha e Aécio; fora este Congresso”. Organizado pelo CSP-Conlutas, o ato contou com 4 mil manifestantes, dois quais estavam petroleiros, bancários, servidores públicos, estudantes e professores, metalúrgicos, químicos, operários da construção civil, motoristas e aposentados, vindos de diversos estados brasileiros.

“Estamos aqui criando um pólo de resistência contra o PT, contra o PSDB e esse Congresso. Aqui é a luta para construir uma greve geral para botar para fora toda essa canalhada”, afirmou Atnágoras Lopes, da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas.

“O impeachment de Dilma não é a solução porque troca ‘seis por meia dúzia’. O mínimo que podemos reivindicar são eleições gerais para que o povo possa escolher seus representantes. Não há solução para os problemas que afligem a vida da classe trabalhadora com essa corja que vemos governar o país nesse momento”, defendeu o presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida.

“Que golpe é esse de que tanto falam? Golpe foi o que o PT deu na classe trabalhadora. Infelizmente, alguns companheiros do PSOL caíram nessa de golpe e atuaram como linha auxiliar do governo do PT”, alertou João Bastista Oliveira de Araújo, o Babá, vereador do Rio de Janeiro pelo PSOL. Além do suposto golpe, também o ajuste fiscal foi criticado por inúmeras entidades, assim como o corte de direitos, as demissões, as terceirizações, as privatizações e a reforma da Previdência. O presidente da CGTB, também esteve na manifestação Paulista para saudar o ato da CSP-Conlutas.

 


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