Por telegrama, GM demite 300 que estavam afastados e Sindicato denuncia na Justiça 

A General Motors (GM) demitiu 300 dos 800 funcionários da fábrica em Gravataí, no Rio Grande do Sul, que estavam em layoff (suspensão temporária do trabalho), desde o final do ano passado. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí (SINMGRA), Valcir Ascari, e o diretor jurídico, Edson Dorneles, que deram entrevista coletiva na segunda-feira, 2, na sede da entidade, na Região Metropolitana de Porto Alegre, as demissões foram informadas aos trabalhadores via telegrama, no sábado, 30.

O Sindicato informou que reverterá na Justiça as demissões e que considerou indigno o gesto da montadora de comunicar os trabalhadores de sua demissão via telegrama, num ato de completa falta de consideração com quem deu sangue pelo desenvolvimento da empresa. “Vamos ao Tribunal com muito fundamento, mostrando que os motivos alegados pela montadora para demitir os trabalhadores são inconsistentes”, disse o presidente da entidade.

Para o ex-funcionário da GM, Cléverson Fraga, que atuava na área de materiais há 15 anos, a notícia é apavorante, pois ele não tem ideia do que fará caso a situação não seja revertida. “Trabalho na GM de Gravataí desde os 19 anos. Hoje tenho 34 anos e preciso do emprego para sustentar minha família. Receber um comunicado de demissão por telegrama é muito ruim. Fico me perguntando o que fazer daqui para frente. Ir em busca de um outro emprego é complicado, tendo em vista a situação do país. Minha grande esperança é que o Sindicato consiga reverter as demissões e que possamos voltar ao trabalho”, afirmou Fraga.

De acordo com o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Ricardo Franzoi, a montadora americana nos últimos 12 meses desligou cerca de 800 funcionários na fábrica de Gravataí, sendo 102 apenas no primeiro trimestre deste ano. Em relação às demissões de metalúrgicos no município, Franzoi destacou que, “foram 3.975 desligamentos em 2014, outros 3.400 em 2015 e que no primeiro trimestre de 2016, já chega a 680 demitidos, sem contar esses 300 da GM”.

 

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