Médicos e funcionários exigem novas contratações no HU-USP

 Mesmo diante dos graves problemas provocados pela decisão de asfixiar o Hospital Universitário da USP e inviabilizar o seu funcionamento, o reitor Marco Antônio Zago insiste em manter os cortes de verbas e a proibição de contratações de profissionais para o hospital. Diante disso, o Pronto Socorro da pediatria já não está mais funcionando 24 horas e os demais setores do hospital estão cada vez mais desfalcados. A crise se agravou depois do Plano de Demissões Voluntárias da reitoria. Está havendo um lento e doloroso fechamento do hospital. O Ministério Público acompanha tudo e vai cobrar explicações da reitoria.

Os médicos e demais funcionários do HU-USP estão trabalhando em condições cada vez mais precárias e perigosas. Os cortes de verbas têm levado bons profissionais a deixarem o hospital em busca de outros empregos. Os alunos da área da saúde, inclusive os de medicina, estão sendo muito prejudicados pelo desmonte da instituição e pela decisão do reitor de se desfazer do HU. Mas, quem mais se prejudica é a população da região Oeste da capital. O desmonte das unidades básicas de saúde da região, ocorrido após a troca da Organização Social (OS) que geria essas unidades, está agravando ainda mais a situação. A população está sem alternativas de assistência.    

O pretexto de Zago de que a Universidade não deve gerir o hospital escola e que ele deve ser desvinculado da USP é descabido e irresponsável. Ele quer desvincular o HU da USP para entregá-lo para grupos privados que não têm compromisso nem com ensino nem com pesquisa. Esses grupos visam apenas o lucro. Eles são caros, ineficientes e de difícil controle. Diretores do Centro Acadêmico da Medicina participaram da última assembléia dos médicos para se inteirar da situação. Os estudantes denunciaram o desmonte e estão dispostos a lutar por seu hospital e pela manutenção da qualidade do ensino na USP. Os médicos decidiram cobrar da reitoria a contratação imediata de funcionários para cobrir o déficit de mão de obra da instituição. Foi dado um prazo de sete dias para uma resposta. Nova assembléia está marcada para o próximo dia 9 de maio onde será analisada a resposta da direção da Universidade aos pleitos levantados.


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