Centrais argentinas repudiam o desmonte da economia, perdas e desemprego causados por Macri

Recessão, perdas salariais e desemprego devido à desnacionalização e entrega da economia ao sistema financeiro foram alvo das denúncias operárias no Primeiro de Maio da AL.

Em Buenos Aires, no dia 30 de abril, mais de 300.000 pessoas participaram da histórica marcha convocada por cinco centrais sindicais para protestar contra as descontroladas demissões e as sistemáticas políticas de ajuste do governo do presidente Mauricio Macri, e para comemorar por adiantado e lutando o Dia do Trabalho.

Saindo de distintos pontos da cidade, as centrais sindicais, em ato unitário realizado após anos de ações em separado, convergiram à frente do edifício do que foi a Confederação Geral do Trabalho durante a presidência do general Juan Domingo Perón, nos anos 50.

Foi lançado um manifesto destacando a denúncia da aceleração da inflação, a transferência do custo da crise sobre os trabalhadores, as milhares de demissões nos setores públicos e privados, exigindo que se aprove a lei de emergência ocupacional, apoiada por ampla maioria no Senado e que deve ser discutida na próxima semana na Câmara dos Deputados.

Pablo Micheli, da Central de Trabalhadores Argentinos (CTA Autônoma); Hugo Yasky, da CTA dos Trabalhadores; Antonio Caló, da CGT Alsina, e Hugo Moyano, da CGT Azopardo, foram os oradores, delineando um novo momento no movimento sindical argentino. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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