Manifestações no Dia do Trabalho em Los Angeles (alto) e São Francisco

1º de Maio: trabalhadores de NY, Seattle e LA vão às ruas por emprego e contra racismo
 

Os trabalhadores norte-americanos marcha-ram no 1º de Maio pelas ruas das principais cidades durante as comemorações do Dia do Trabalhador, exigindo melhores empregos e respeito aos direitos trabalhistas e o fim das deportações ilegais de imigrantes, e repudiaram a violência policial contra os negros. As principais manifestações foram realizadas em Portland, Seattle, Los Angeles, São Francisco, Oakland e Nova Iorque.

Em Los Angeles, a segunda cidade mais populosa dos Estados Unidos, as manifestações foram organizadas na periferia por milhares de pessoas. O tom da atividade foi dado pela denúncia contra a escalada de ataques aos direitos dos imigrantes no país, sobretudo na campanha eleitoral. “Trump [candidato republicano à presidência] representa o que há de pior na América”, disse um manifestante a “CBS News”, se referindo ao discurso de ódio e racismo contra os estrangeiros. “Trump possui um discurso de ódio. Estamos demonstrando que podemos nos opor a isso de forma inteligente”.

Já Miriam Hernandez, que estava entre a multidão, explicou que está nos EUA para trabalhar e buscar uma vida melhor para sua família. “Eu não estou aqui para prejudicar ninguém. Estou aqui para trabalhar e assim fazer deste país um lugar melhor a cada dia”. Ao comentar sobre sua família ela disse que seus pais e irmãos “foram deportados para o México há muito tempo”. Para ela a saída para os imigrantes é uma reforma nas leis de imigração.

Em Seattle, enquanto centenas de manifestantes denunciavam o imperialismo, racismo e o colonialismo, dezenas de policiais se preparavam para reprimir a manifestação. Após o início da marcha não demorou muito para que as forças policiais utilizassem bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar os manifestantes. Ao fim, pelo menos nove manifestantes foram detidos por reagir à brutalidade policial enquanto cinco oficiais ficaram feridos no conflito.

Na cidade de Nova Iorque os trabalhadores festejaram o 1º de Maio e lembraram que “um outro mundo sem políticas neoliberais é possível”, enquanto conduziam mandando “se danar a Imigração e a Alfândega” norte-americanas ou afirmando que “a vida dos negros importa”. Lá a manifestação ocorreu na Union Square, em Manhattan, durante a tarde.

 

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