Porto Rico anuncia moratória: ‘as necessidades do povo acima de tudo’

  O governador do Estado “livre” associado de Porto Rico, Alejandro García Padilla, anunciou o não pagamento dos US$ 422 milhões da dívida que venceram no último domingo.

  “Ao me deparar com a falta de liquidez para satisfazer tanto as necessidades de nossos credores como as dos serviços, tive que escolher. Decidi que as necessidades básicas estão acima de tudo”, declarou Padilla, em mensagem pública à população, acusando a inação dos Estados Unidos, país a quem permanece atrelado. Ocupado econômica e militarmente pelos Estados Unidos, o país sofre como economia satélite a agudização da crise da “metrópole”, que busca manter em dia os pagamentos aos parasitas de Wall Street.

  “A crise humanitária é cada dia mais profunda”, alertou o governador, justificando ter assinado a ordem executiva que autoriza uma moratória temporária no pagamento da quantia parcial da dívida de 422 milhões de dólares do BGF (Banco Governamental de Fomento).

  “Nos vimos obrigados a adotar medidas de emergência, visto que o Congresso (dos EUA) não agiu. Uma dessas medidas é colocar em vigor a Lei de Moratória, que busca proteger o pagamento dos serviços básicos ao nosso povo, enquanto Porto Rico continua lutando para superar a pior crise fiscal e humanitária que já enfrentou em sua história”, acrescentou.

  Há meses, o Estado “livre” solicita em vão ao Congresso estadunidense que forneça as condições legais para superar seus problemas. “Não queremos um resgate financeiro, nem nos ofereceram. O que queremos é um processo de reestruturação que não custará nada aos contribuintes dos Estados Unidos. Simplesmente precisamos das ferramentas legais que nos permitirão enfrentar esta crise e garantir que Porto Rico seja viável futuramente”, argumentou.

  A luta pela independência é algo muito presente em Porto Rico, “a pérola que caiu ao mar”, na música do cantor cubano Pablo Milanês. Entre os muitos nomes da causa independentista, está o de Oscar López Rivera, o preso político mais antigo do mundo, trancafiado nos EUA há 34 anos por defender a democracia e a liberdade em seu país. Sequestrado e torturado, foi encar-cerado e jogado durante longo tempo numa solitária, de onde só saiu após ampla campanha internacional. O mais absurdo é que está condenado a 70 anos de prisão pela “justiça” de quem invadiu militarmente sua nação.

 

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