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Multidão faz fila para entrega de currículo no Largo da Carioca no Rio

Caged: de janeiro a abril mais 378 mil trabalhadores são demitidos

Com 11,1 milhões de desempregados no país, segundo o IBGE, Meirelles planeja encerrar ano com 14 milhões sem emprego

Em um universo de 101,728 milhões de pessoas dentro da força de trabalho, 11,1 milhões estavam desempregados no primeiro trimestre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos três primeiros meses do ano passado, o número de desempregados era de 7,9 milhões. Portanto, em um ano houve um crescimento de 3,2 milhões de desempregados sob o governo Dilma.

Com o interino Temer a situação vai piorar, segundo seu próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que projetou para o final do ano um a taxa de desemprego de 14% da força de trabalho - 14,2 milhões de pessoas desempregadas no país.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) divulgado na quarta-feira (25) pelo Ministério do Trabalho registra que de janeiro a abril foram fechados 378.481 postos de trabalho formais e no acumulado dos últimos 12 meses foram demitidos 1.825.609 trabalhadores celetistas. Isso significa uma média de cinco mil trabalhadores por mês.

Somente em abril as demissões somaram 62.844, o décimo terceiro mês seguido de fechamento de vagas com carteira assinada.

No acumulado de janeiro a abril, o setor que mais demitiu foi o comércio: fechamento de 199.181 postos de trabalho formais, dos quais 192.457 no comércio varejista.
A indústria de transformação também registrou um alto número de demissões: 85.886. Nove de 12 setores apresentaram mais desligamentos do que admissão. Os que mais fecharam vagas formais foram produtos alimentícios e bebidas (-26.525 postos), metalurgia (-17.502 postos), materiais de transporte (-16.313 postos), mecânica (-14.696 postos) e produtos minerais não metálicos (-13.448 postos).

Construção civil (-57.797 postos) e serviços (-50.343 postos) também fecharam um número expressivo de vagas formais.

Por região, o Sudeste apresentou o maior número de demissões, -203.574 postos, com destaque para São Paulo, com fechamento de 96.315 vagas formais. A seguir, vem o Nordeste com -164.845 postos. As maiores demissões ocorreram em Pernambuco (-45.710 postos), mas preciso registrar o fechamento de postos de trabalho em um estado pequeno que nem Alagoas: -30.814 postos. Norte: -33.082 vagas.

O desemprego é o aspecto mais perverso da política neoliberal adotada por Dilma e Temer. Juros cavalares, corte de investimento público, desnacionalização e desindustrialização não poderiam resultar em outra coisa a não ser na maior recessão dos últimos 25 anos. E com ela o desemprego em massa registrado tanto pelo IBGE quanto pelo Caged do Ministério do Trabalho. Em 2015, o PIB encolheu 3,8% e o próprio governo projeta para este ano também uma queda de 3,8%, ou seja, a meta de Temer é repetir o fiasco de Dilma.

É bom registrar que a taxa básica de juros (Selic) é definida pelo próprio governo, através do Banco Central. Assim, ao manter o país como campeão mundial dos juros altos o governo deliberadamente transfere recursos públicos para o setor financeiro, sobretudo aos monopólios financeiros estrangeiros. R$ 587 bilhões e 143 milhões, somente de janeiro de 2015 a março deste ano.

A Selic serve de referência para o conjunto da economia. Em abril, a taxa de juros do cheque especial atingiu o recorde de 308,7% ao ano. Já a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito ficou em 448,6% ao ano.

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos caiu 0,6%, em abril, quando ficou em R$ 3,142 trilhões. Esse valor correspondeu a 52,4% do PIB, ante o percentual de 53% registrado em março deste ano. Segundo o Banco Central, “a desaceleração no mercado de crédito se deve, principalmente, à retração do nível da atividade econômica, à elevação das taxas de juros e ao patamar reduzido dos indicadores de confiança de empresários e consumidores, que afetam negativamente a oferta e a demanda de crédito”.

As medidas anunciadas na terça-feira (24) pelo governo interino aprofundam a política recessiva do governo afastado. O tal limite de gastos públicos significa redução de investimentos, que não livra nem a saúde e a educação.

Temer afirmou que vai priorizar o projeto serrista, aprovado pelo Senado com apoio de Dilma, que desobriga a Petrobrás de ser operadora única e deter no mínimo 30% de consórcios para produzir no pré-sal. Dilma não se fez de rogada e disse que querem privatizar o pré-sal, se “esquecendo” que foi ela quem leiloou o campo de Libra.

Enfim, a política de Temer é a continuidade da política da Dilma de favorecimento aos bancos. Daí a necessidade de eleições já, para que o país possa retomar o caminho do crescimento.

VALDO ALBUQUERQUE


 


Capa
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As tratativas do PT, PMDB e PSDB para barrar a Lava Jato

Machado para Renan sobre propina: “Meu trato com essas empresas é com os donos”

Temer diz que sabe governar porque já foi secretário de Segurança duas vezes

Sarney: ‘não tem saída nenhuma para ela [Dilma]’

Deputado dilmista age de novo em favor de Cunha

Temer anuncia medidas já empacotadas por Dilma

Mendes devolve mais uma vez pedido de inquérito contra Aécio

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Trabalhadores: “Vamos às ruas barrar ataques de Temer à CLT”

SP: cresce greve nas universidades contra arrocho e médicos do HU-USP também aderem a movimento

Após greve geral em São Paulo, operários da construção civil conquistam reajuste de 9,8%

Servidores protestam contra fim do Ministério da Previdência

Unidades da UFRJ suspendem aulas devido à falta de limpeza e segurança

Miguel Torres repudia pacote fiscal de Temer: “Só ratifica o compromisso com juros altos”

Força Sindical-PR: não podemos aplaudir cortes na educação e saúde como saída para a crise

ESPORTES

 

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Trabalhadores fecham refinarias e exigem que Hollande retire decreto

Israel testará software lombrosiano high tech na entrada das mesquitas de Jerusalém

Belgas tomam as ruas contra lei que amplia jornada de trabalho e cortes que provocam desemprego

Chile: estudantes ocupam o pátio do palácio La Moneda para defender educação pública

Correa anuncia arrocho prometendo levar “barca da Pátria a bom porto”

Desbaratando o “Cartel da Mentira”: o suposto filho de Evo nunca existiu 

 

 

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O que está por trás do ‘servergate’ são os crimes de guerra de Hillary

Naufrágio na costa da Líbia: 7 morrem e 500 são resgatados na rota de fuga dos ataques de Obama

Madame Clinton foge de debater com Bernie antes das prévias da Califórnia

Rússia posiciona três novas divisões militares para se contrapor às ameação dos EUA/Otan

Corte sueca desacata parecer da ONU e segue caça a Assange

Shell anuncia corte de 12,5 mil empregos até o final de dezembro

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De Machado de Assis, um conto sobre a escravidão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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