Centrais ocupam ruas contra ataques à Previdência e à CLT 

Protesto reuniu trabalhadores e entidades sociais em repúdio às reformas de Temer 

Trabalhadores mobilizados pelas centrais sindicais foram às ruas no último dia 22 em protesto contra as reformas anunciadas pelo governo Temer que atacam diretamente direitos previdenciários e trabalhistas. Em ato unitário na Avenida Paulista, Força Sindical, CGTB, UGT, NCST, CSP-Conlutas, CUT, CTB e CSB  entregaram documento à Fiesp repudiando o plano do governo de destruir a Previdência, de dificultar cada vez mais o acesso à aposentadoria, de acabar com a CLT, além de uma série de medidas que põem em risco direitos históricos, acompanhada de um brutal arrocho patrocinado pelo governo que resultou em queda real de salários em diversas categorias.

Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, e dirigente da Força Sindical, ressaltou que somente com a mobilização de todos será possível impedir um ajuste fiscal direcionado aos trabalhadores. Para Sergio Luiz Leite, Serginho, 1º secretário da Central, “o Brasil precisa gerar emprego para que possamos tirar doze milhões de trabalhadores da situação de desemprego, com jornada de trabalho reduzida sem nenhum direito a menos. Nossa vitória será com muita resistência da parte de todos”.

“Alegando déficit na Previdência, Temer e seus capangas querem estipular uma idade mínima para o trabalhador se aposentar, para sugar ainda mais do trabalhador, de quem mais necessita. Enquanto isso, rios de dinheiro continuam sendo transferidos para os bancos através desses juros estratosféricos que o país tem. Só em 2015, Dilma deu mais de R$ 502 bilhões do povo para aumentar o lucro do setor financeiro e agora o problema é a Previdência?”, o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira.

“A partir daqui, junto com todas as centrais, vamos fortalecer a paralisação nacional dos metalúrgicos, no dia 29, como um grande ponto de apoio à construção da greve geral”, salientou o dirigente da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, reforçando que a data é também para denunciar o governo Temer. “Se de um lado a Dilma já foi tarde, do outro é preciso derrotar o Temer e qualquer governo que ataque a classe trabalhadora”, completou.

Segundo o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, Temer “quer destruir a Previdência para que os bancos possam oferecer esse serviço. Eles querem a reforma trabalhista para voltar ao período pré-Getúlio, vamos ter empresas sem trabalhadores. Não há um único trabalhador no Brasil que não tenha motivos para estar na rua, lutando por seus direitos”. A imposição da idade mínima de 65 anos é uma das principais medidas que o governo quer aprovar dentro da “reforma” da Previdência. Na semana passada, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles chegou a ameaçar os trabalhadores dizendo que ou aceitam 65 anos como piso ou o trabalhador ficará sem o benefício.

Para as centrais, o caminho que deve ser seguido é outro: “Defendemos a implementação de um projeto nacional de desenvolvimento baseado na retomada do crescimento, com geração de empregos e distribuição de renda. Queremos trabalho decente, aposentadoria digna e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário”, afirmam as entidades em documento.

As centrais também repudiam a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que prevê o congelamento do salário dos funcionários públicos e a proibição do aumento de gastos do governo nas áreas de atendimento ao povo pelos próximos 20 anos.

Além de São Paulo, os trabalhadores realizaram atos em outros 23 estados e no Distrito Federal. No Rio de Janeiro a concentração da manifestação foi na Candelária, no centro, e seguiu até a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), com a adesão da rede estadual de ensino, que paralisou as atividades. Em João Pessoa todos os trens que circulam na Região Metropolitana e parte dos ônibus da capital ficaram sem circular pela manhã. Também as aulas da rede pública e na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foram suspensas na quinta, como parte da paralisação. Em Brasília o ato foi na Esplanada dos Ministérios. Além destes, houve atos em Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Para o presidente Estadual da Nova Central de São Paulo, Luiz Gonçalves (Luizinho), as entidades devem travar uma batalha contra os juros, única saída para vencer a crise econômica. “Essa estratégia de política econômica ortodoxa adotada pelos nossos economistas insistindo em tentar reduzir a inflação antes de diminuir os juros, só agrava a situação. Se alguém deve pagar pela crise econômica, esse alguém não deve ser os trabalhadores e, sim, os donos das grandes fortunas do país”. “A mentalidade é que se o empregado trabalhar mais e em piores condições, todos os problemas financeiros do país se resolveriam num passe de mágica. Não concordamos com esta tese, o que eles querem mesmo é que nós paguemos o pato”, alertou o dirigente. 

 


Capa
Página 2
Página 3

Moro: Há provas do esquema de propina Odebrecht-Palocci

Moro manda bloquear até R$ 10 milhões, mas dinheiro sumiu das contas de Mantega

Ministro da Justiça antecipa Operação da PF e Michel Temer não o demite

Lava Jato identifica pagamento de propina na linha 2 do Metrô de São Paulo e EMTU

Teori Zavascki dá andamento à apuração da delação de Sérgio Machado que cita Michel Temer

Lula poupa Eike de críticas durante entrevista no Recife

PF corrige informação: a sigla “JD” não se refere a José Dirceu

Página 4 Página 5

Centrais ocupam ruas contra ataques à Previdência e à CLT

Governo quer exigir mais 10 anos de contribuição  além da idade mínima de 65 anos para aposentar

Metalúrgicos da Volvo rejeitam proposta de reajuste que prevê metade na inflação e exigem negociação

Motoristas do Uber podem ir à Justiça para garantir direitos

Petroleiros dizem ‘não’ a plano de Parente e podem paralisar

ESPORTES

PUBLICIDADE

Página 6

Rússia no CS da ONU: “EUA apoia terroristas da Al Nusra”

Pentágono confirma que Estados Unidos  despacha armamento para terroristas do bando Al Nusra “através de aliados”

FARC assinam acordo de paz com o governo

Líder da campanha pelo ‘Sim’ ao acordo de paz saúda fim do conflito de 52 anos na Colômbia

Dois anos após ‘desaparecimento’ dos 43 estudantes de Ayotzinapa mexicanos marcham por justiça

Operação da Barrick Gold em mina de ouro na Argentina é suspensa após o vazamento de cianeto

Pemex cede a exigência de multis e demite milhares de trabalhadores apenas por serem sindicalizados

 

 

Página 7

Campeões de rejeição Trump e Hillary se atracam no 1º debate

A rota falando do esfarrapado

Não à chacina do negro desarmado Keith Scott: Charlotte não recua e barra toque de recolher

    Revista descarta bailout e ações do Deutsche derretem mais 7,5%

    Fracassa a tentativa das viúvas do poodle Blair de retomar controle dos trabalhistas e Corbyn é reeleito


    Partidos dos EUA e da Coreia do Sul repelem sistema antimíssil THAAD

    “Porto Rico é país ocupado, não um estado livre associado”, afirmam líderes independentistas


   
 China inaugura maior telescópio do mundo: 500 metros de diâmetro



  
 

Página 8

A revolta dos escravos e o fim do Império - (14)