FARC assinam acordo de paz com o governo

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos e o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Rodrigo Londoño, conhecido como "Timochenko", assinaram na segunda-feira, 26, um histórico acordo de paz que deve pôr fim a 52 anos de enfrentamento armado no país.

Em Cartagena das Índias, no norte do país, diante de milhares de convidados, incluídos líderes da região, ambos formalizaram uma das etapas finais do processo de paz iniciado em 2012 em Havana, Cuba, e que deve ser referendado pela população colombiana em plebiscito que acontecerá no domingo (02/10). O conflito armado deixou mais de 220.000 mortos, milhares de desaparecidos e milhões de camponeses deslocados de suas cidades.

Estiveram presentes na cerimônia o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e os presidentes Michelle Bachelet (Chile), Raúl Castro (Cuba), Rafael Correa (Equador), Enrique Peña Nieto (México), Nicolás Maduro (Venezuela), Mauricio Macri (Argentina), Salvador Sánchez Cerén (El Salvador) e Pedro Pablo Kuczynski (Peru).

Para assinar o documento, os dois líderes utilizaram o “balígrafo”, uma caneta feita com uma bala de fuzil representando a transição de um país em guerra para um país que passará a promover o diálogo político entre grupos opositores e deixará as armas.

"O processo de paz na Colômbia já é uma referência para o mundo", disse o líder das FARC. "Que ninguém duvide que nos desarmamos nas mentes e nos corações", afirmou Timochenko em discurso, agradecendo também a Fidel e Raúl Castro e ao povo cubano, anfitriões das negociações de paz nos últimos quatro anos; ao governo norueguês, que participou como mediador dos diálogos; a Hugo Chávez e Nicolás Maduro e ao "povo irmão" da Venezuela, assim como ao Chile e a ONU, que também ajudaram a mediar as negociações entre a guerrilha e governo.

"Acabou a guerra. Bem-vinda essa segunda oportunidade sobre a Terra", finalizou o líder das FARC, citando o livro "Cem Anos de Solidão", do escritor Gabriel García Márquez, falecido em 2014, que quando vivo apoiou as negociações de paz entre a guerrilha e o governo.

"Este é um acordo que fortalecerá nossa democracia e nosso processo político, assim como a luta contra o narcotráfico", afirmou Juan Manuel Santos.

Santos também convocou a população a votar "Sim" no plebiscito do dia 2 de outubro, que deve referendar o acordo de paz, escolhendo assim "entre o sofrimento do passado e a esperança do futuro, entre a pobreza que deixa a guerra e as oportunidades que trazidas pela paz".

"A região e o planeta celebram porque há uma guerra a menos no mundo", disse Santos. "Nos restam muitos temas a trabalhar e muitos desafios a vencer, mas o faremos muito melhor sem o obstáculo de uma guerra absurda que consumia nossos recursos. A Colômbia se prepara para explorar seu potencial máximo, e essa tarefa será de todos, não só do governo", concluiu.

Os principais pontos do Acordo são uma reforma rural integral, a participação dos ex - guerrilheiros na política, o cessar fogo e de hostilidade bilateral definitivos, a solução do problema das drogas e o tratamento da criminalidade associada ao narcotráfico, o ressarcimento das pessoas afetadas pelo conflito.


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