"Parem com a matança do povo negro!", exigem os manifestantes há 6 dias

Não à chacina do negro desarmado Keith Scott:
Charlotte não recua e barra toque de recolher

 

   Uma onda de manifestações continua a agitar Charlotte, capital da Carolina do Norte nos EUA desde o assassinato a tiros do cidadão negro Keith Scott (43), na terça-feira (20), por um policial. “Vamos tomar as ruas até que vocês deem justiça ao nosso povo”, afirmou o reverendo Milton Williams, na segunda-feira (26) durante o sexto dia consecutivo de manifestações. “Vocês transformaram nossa cidade em um barril de pólvora e não fazem nada para melhorar a situação”, completou o reverendo Williams.
   A manifestação desta segunda-feira foi organizada na Câmara Municipal quando uma multidão exigiu a demissão do chefe de policia da cidade, Kerr Putney, e também pela renúncia da prefeita Jennifer Roberts. “É uma pena que os nossos pais e irmãos sejam assassinados”, disse Oliphant Zianna, uma adolescente que acompanhava sua mãe na manifestação. “É uma pena passar por isso. Precisar ir ao cemitério e enterrá-lo. Precisamos de nossos pais e irmãos ao nosso lado”.

   Scott foi alvejado e morto por policiais, que se negaram a liberar os vídeos contendo as cenas do assassinato – no sábado foi liberado apenas trechos do vídeo, ao passo que os manifestantes afirmam que sem a integra do vídeo as manifestações vão seguir. Apenas neste ano, mais de 500 negros foram assassinados por policiais racistas nos EUA, noticiou a RT News.

  As manifestações começaram pacificas, porém na quinta-feira (22) a polícia prendeu 44 pessoas e atirou em um dos manifestantes, que não resistiu ao ferimento e morreu, o que acirrou ainda mais os ânimos das pessoas que queriam apenas ter acesso aos vídeos para confirmar a inocência de Scott, já que a polícia afirmava ter atirado porque ele estava armado – versão que não se confirmou com a divulgação parcial dos vídeos.

   “Queremos apenas transparência”, comentou o pastor Kerby McLean ao pedir que as autoridades liberassem a gravação. “Vamos protestar até que eles respondam a nossas exigências”.

  O assassinato de Scott foi motivo de manifestação até em jogo de futebol americano no domingo, quando o jogador do Carolina Panthers, Cam Newton, entrou em campo com uma camiseta citando Martin Luther King: “A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todos os lugares”. No domingo a principal manifestação se concentrou nos arredores do estádio Bank of America, onde ocorreu o jogo.

  Com o aumento dos protestos, a resposta da prefeitura foi a decretação de toque de recolher na sexta-feira (23). A medida foi revogada na meia-noite de domingo sem impedir os protestos. O governador da Carolina do Norte, Pat McCrory, declarou estado de emergência e pediu reforços à Guarda Nacional para reprimir os protestos em Charlotte mas não condenou o assassinato de um cidadão negro, desarmado, pela polícia.                     GABRIEL CRUZ

 

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A revolta dos escravos e o fim do Império - (14)