Agência Brasil

Campo de Carcará, um dos mais promissores no pré-sal, entregue a Statoil

Governo Dilma/Temer desnacionaliza 2.446 empresas entre 2011 e 2016

Na quarta-feira(18) a consultoria KPMG divulgou a pesquisa sobre aquisições e fusões de empresas. Na categoria “Cross borde1” ou seja, empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no Brasil, 273 empresas nacionais foram compradas por empresas estrangeiras durante 2016, acentuando a desnacionalização em curso da economia brasileira.

Das cinco maiores operações, quatro delas estão na categoria “Cross borde1”. A venda da Nova Transportadora do Sudeste(NTS) subsidiária da Petrobrás para o fundo canadense Brookfield, de triste memória em tenebrosas transações contra o erário público na antiga Light no Rio de Janeiro, dentro do plano de estrangular a petroleira para privatizá-la.

A venda do Bloco BM-S- 8 - Carcará, um dos mais promissores campos no pré-sal, também da Petrobrás, para a norueguesa Statoil, dentro do mesmo plano sinistro da privatização pelas “beiradas”, que prevê “queimar” até a Petrobrás Distribuidora, a mais rentável de todo sistema Petrobrás.

As duas outras empresas desnacionalizadas foram o Negócio de Fertilizantes da Cia. Vale para a Mosaic americana e a CPFL Energia adquirida pela State Grid chinesa.

Os dados setoriais à disposição no site da KPMG são relativos ao 3º. trimestre de 2016. Dos 35 setores considerados, apenas 11 deles respondem por quase 50% dos negócios. Entre eles temos: Empresas de internet com 24 empresas desnacionalizadas, companhias de “Serviços para empresas” também com 24, no segmento de Tecnologia da Informação (TI) mais 15 empresas, Instituições financeiras 14.

Segundo os números da KPMG, desde 2004, início da pesquisa, a evolução da desnacionalização se deu da seguinte forma:

De 2004 a 2010 foram 792 as empresas adquiridas pelo capital estrangeiro.

- 2011: 208 empresas;

- 2012: 296 empresas;

- 2013: 289 empresas;

- 2014: 292 empresas;

- 2015: 296 empresas;

- 2016: 273 empresas, totalizando outras 1.654 empresas neste período mais recente.

Na soma dos treze anos foram 2.446 empresas públicas e privadas que foram desnacionalizadas.

Os números traduzem a verdadeira guerra de ocupação para dominar a economia nacional e a colaboração aberta dos governos, desde FHC, na entrega do patrimônio brasileiro com as políticas de juros estratosféricos, cambio supervalorizado, derrubada do investimento público e privatizações, numa submissão como poucas vezes pôde-se observar na história.

Destaque-se que de 2011 a 2016, praticamente no governo Dilma, dobrou o número de empresa desnacionalizadas, em relação aos seis anos anteriores.

J.AMARO

 

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