“Ritmo da Selic muda de acordo com o mercado”, declara presidente do BC

Após decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,75%, o presidente do Banco Central (BC) Ilan Goldfajn, afirmou em coletiva de imprensa em Davos que o BC entra em um “novo ritmo”.

“É um novo ritmo, mas, como você sabe, o ritmo pode mudar. E, se acontecer, isso muda por conta das expectativas de inflação, nossas e do mercado, e dos fatores de risco”, disse.

As manchetes dos jornais e as declarações do governo após a decisão profetizaram uma “retomada do crescimento” para sustentar a falsa propaganda de que o pequeno corte na taxa básica de juros e as reformas milagrosas propostas pelo Planalto são a salvação para o país.

De fato, uma das mais perversas decisões do governo Dilma/Temer foi manter a Selic nas alturas, o que arrasou o setor produtivo e transferiu recursos aos montes para os bancos. Mas, o corte atual, além de manter intocável a posição do Brasil de país com os juros real mais altos do mundo – são 7,93% ao ano, quase o dobro dos 4,76% da Rússia, o segundo colocado – também não representa uma disposição diferente do governo. Temer demagogicamente, disse que a redução nas próximas reuniões pode “chegar a um dígito”.

A ata do Copom divulgada essa semana, por sua vez, cita que entre os riscos para a intenção de manter o processo de redução da Selic está o comportamento da inflação, que “requer atenção contínua”, e a condiciona à aplicação das reformas fiscais, ou seja, ao arrocho, corte nos investimentos públicos, reforma da previdência e reforma trabalhista. Dessa forma nem o corte na Selic que “pode chegar a um dígito”, conforme disse Temer demagogicamente, impedirá o país de entrar no terceiro ano seguido de recessão em 2017.

PRISCILA CASALE

 


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