Maia e Jovair querem aprovar projetos para paralisar a Operação Lava Jato

Os dois candidatos à presidência da Câmara lançados por Michel Temer (PMDB), Rodrigo Maia (DEM-RJ) - o principal - e Jovair Arantes (PTB-GO) - o reserva -, defendem as manobras espúrias contra as investigações, levadas a cabo pela Justiça e a Polícia Federal, em relação ao assalto despudorado aos cofres da Petrobrás comandado pelo cartel das empreiteiras.

Eles colocaram como bandeira de campanha o projeto de lei de abuso de autoridade que tramita no Congresso e as alterações feitas pelos deputados no pacote anticorrupção de iniciativa popular, apresentado pelo Ministério Público Federal. O primeiro projeto, que segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede), "não é para combater abuso de autoridade coisa nenhuma, pois surgiu um dia depois da prisão do banqueiro Daniel Dantas, na Operação Satiagraha", foi abraçado desesperadamente por Renan Calheiros. O segundo foi uma deformação grosseira feita pela bancada investigada pela PF das medidas que o MPF elaborou, com o apoio de mais de dois milhões de pessoas, contra a corrupção.

A tentativa de Renan Calheiros de tentar enfiar goela abaixo do país o projeto que supostamente seria contra o abuso de autoridade, mas que, na verdade, abre o precedente de permitir a punição dos investigadores da Lava Jato, gerou uma indignação nacional e as ruas foram tomadas em protesto contra suas manobras. O Judiciário e o Ministério Público também se mobilizaram contra o golpe de Renan no fim do ano passado.

Agora, tanto o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quanto o candidato "plano B" de Temer - caso Maia seja impedido de concorrer à reeleição -defendem os projetos contra a Lava Jato. Este seria o ponto de coesão de Maia e Jovair com a bancada do PT e PCdoB, que também querem parar as investigações.

Maia disse que "o plenário é soberano em suas decisões", ao dar apoio ao texto do projeto que modificou as medidas contra a corrupção. Já o líder do PTB na Câmara e postulante ao cargo, o deputado Jovair Arantes (GO) também defendeu as mudanças realizadas pelos deputados. "A vontade da maioria da Casa que representa a sociedade brasileira tem de ser respeitada", disse.

 

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