10 anos da cratera do Metrô,
10 anos de impunidade

No último dia 12, completou 10 anos o desabamento nas obras da Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela, na Zona Oeste de São Paulo. O acidente abriu uma cratera de 80 metros de diâmetro e 38 de profundidade, que engoliu caminhões, máquinas e pessoas que passavam pela região, deixando sete mortos. O buraco causou danos em muitas casas no entorno. Até agora ninguém foi preso ou responsabilizado.

Após a tragédia, 14 pessoas, entre funcionários do Metrô, do Consórcio Via Amarela e de empresas que projetaram a obra, foram indiciadas e viraram réus. Mas no ano passado, todos eles foram absolvidos pela Justiça. O Ministério Público recorreu da decisão e entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que ainda não se pronunciou. Para o MP houve negligência, imperícia, falha humana e técnica, e que, portanto, a tragédia poderia ter sido evitada se os responsáveis tivessem alertado as autoridades e interrompido a obra em tempo.

Ao mesmo tempo a Polícia Federal apura denuncias de que representantes de empreiteiras do Consórcio Via Amarela negociaram o pagamento de propina com um advogado “intermediário” de um promotor de Justiça. O consórcio Via Amarela era formado pelas empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, mas as cúpulas das construtoras e do metrô não chegou a entrar na lista de réus do processo.

Também falta indenizar quem teve a casa destruída, na época 55 imóveis foram interditados, sendo que 10 deles foram condenados. O Consórcio Via Amarela e o Metrô só se responsabilizaram por danos causados a moradias que ficam em um raio de 50 metros do centro da cratera, sendo que casa a 500 metros sofreram consequências.

Este é o caso da bióloga Zelma Fernandes Marinho, que teve o quarto onde dormia com o marido interditado pela Defesa Civil há 10 anos. Hoje quarto continua interditado e ela não recebeu nenhum tipo de indenização. “A gente está praticamente separado. Ele está com problema cardíaco, teve um infarto. Ele dorme lá embaixo, eu durmo no quarto do fundo. Mas na maioria das vezes eu saio daqui e durmo fora porque não tem mais condições”, disse ela.

Quem morava a 50 metros e acertou a indenização também teve problemas. O corretor de imóveis Antônio Teixeira, que fez acordo através de um advogado particular, tinha um apartamento de 82 metros quadrados, que foi demolido. Ele ficou um ano morando em um hotel, pago pela seguradora da obra. Quando a indenização saiu, ele não conseguiu comprar um apartamento do mesmo padrão e, atualmente, mora em uma quitinete de 20 metros quadrados.

Metroviários e moradores fizeram protestos em frente a Estação Pinheiros para lembrar das vítimas e denunciar a impunidade.


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