Desmonte dos Correios: empresa abre plano de demissão com objetivo de atingir mais de 8 mil 

A administração dos Correios deu início na segunda-feira, 16, a mais um Plano de Demissão Voluntária (PDV), que tem como meta a demissão de 8,2 mil trabalhadores.

O novo pacote de demissões na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos faz parte da política de corte de gastos implementada pelo governo federal em 2015. Segundo dados do Ministério do Planejamento e das próprias empresas públicas afetadas pelo “ajuste fiscal”, os programas de incentivo de desligamento lançados nas estatais no período do mandato de Dilma e Temer tiveram a adesão de 37.626 trabalhadores em 11 estatais entre 2015 e 2016.

Nos Correios, nos últimos 3 anos o quadro de funcionários caiu de 126 mil para 117 mil ecetistas. Com o corte de pessoal sem a devida reposição, a qualidade dos serviços dos Correios nos setores de distribuição, entrega de correspondência e outros, vem piorando a cada dia, o que acaba incentivando a adesão de mais trabalhadores que reclamam da sobrecarga de trabalho. O último concurso que a empresa fez foi em 2011.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect), Alttanes Holanda, “eles estão criando uma situação para precarizar os serviços e tornar os Correios uma empresa atrativa para a iniciativa privada, jogando o preço da empresa lá embaixo para uma possível venda”, disse, ressaltando que “com isso [PDV], vai aumentar a sobrecarga de trabalho e em consequência, a qualidade do serviço vai cair bastante. Então, muito provavelmente, após o pedido de demissão voluntária, a qualidade do serviço, que já está muito ruim pela falta de funcionários, vai ficar bem pior”.

Enquanto milhares são demitidos, o governo aprova um acordo, no mínimo estranho, dos Correios com uma empresa privada para oferecer serviços de telefonia celular, por meio de uma empresa de nome EUTV, e que utiliza a rede da operadora TIM.

 

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