Paulo Fridmann

 

7,513 milhões de trabalhadores perdem emprego em 2015 e 2016

Só quem ganha são bancos e demais rentistas

Neste início de ano, como o leitor sabe, o país está em tremenda crise, as pessoas e famílias oprimidas pela falta de recursos, pela falta de emprego, pela falta de moradia, pela falta de segurança, pela falta de comida, pela falta de amanhã.

Mas isso é – ou pode ser – o prenúncio de grandes dias para o nosso povo.

O desgoverno temerista, essa continuação infame do indecente desgoverno dilmista, preocupa-se em saquear o povo: pelo roubo direto, sem mais inibições, pelo ataque à Previdência, aos direitos trabalhistas, à Saúde, à Educação e a qualquer serviço ou atendimento ao povo.

Meirelles, um sucedâneo de Levy (ou o contrário), apresenta-se em Davos, diante dos bandidos financeiros, para apresentar a subserviência de Temer e seu círculo.

Com o salário real desabando (v. matéria na página 5) – o salário de quem não foi demitido ou ainda não foi demitido -, as empresas fechando ou falindo, o horizonte não parece luminoso. E, realmente, ainda não é. Mas, quando a tolerância chega ao fim, é hora do poder – isto é, do destino - ser decidido pelas ruas.

Em 2015 e 2016, sete milhões e quinhentos mil trabalhadores (até mais um pouco, por estimativas baseadas nos números do IBGE: 7.513.392) perderam seus empregos. E não estamos contando aqueles que, reduzidos à situação de subemprego, aparecem nas estatísticas como “trabalhadores por conta própria”. Aqui estão, apenas, aqueles que o IBGE inclui na mal denominada categoria dos “desocupados”.

Se essa é, uns mais outros menos, a situação do povo brasileiro, não é a situação da microscópica casta que explora o povo brasileiro – a camarilha antinacional, antipopular e antidemocrática, laranja dos bancos estrangeiros e multinacionais, ou comensal das migalhas desses tubarões, que aumenta o seu ganho à custa do desemprego e da miséria, assim como da falência das empresas produtivas.

PILHAGEM

Em 2014, o Itaú/Unibanco teve um estúpido – quer dizer, estupendo - lucro líquido de R$ 20 bilhões e 240 milhões.

Lucro líquido, lucro depois de pagas todas as despesas, dinheiro para entesourar, acumular, sem mais outra coisa a fazer, senão aumentar a fortuna, já estúpida – aliás, estupenda – dos donos do banco.

Mas, em 2015, enquanto Dilma e Levy destruíam o país – e, antes de tudo, destruíam o emprego e o salário - esse lucro líquido do Itaú/Unibanco subiu para R$ 23 bilhões e 350 milhões.

O Itaú/Unibanco ainda não divulgou seu lucro do último trimestre de 2016, mas, até outubro, já estava em R$ 16 bilhões e 297 milhões – e, ressaltamos, ainda faltam três meses de balanço.

Vejamos agora o lucro líquido do Bradesco:

2014: R$ 15 bilhões e 90 milhões;

2015: R$ 17 bilhões e 190 milhões.

Em 2016, até outubro, o lucro líquido do Bradesco estava em R$ 11 bilhões e 491 milhões.

Quanto ao Santander, banco estrangeiro que entrou no Brasil abocanhando um banco público, o Banespa, que os tucanos lhe doaram, seu lucro líquido passou de R$ 2 bilhões e 160 milhões (2014) para R$ 6 bilhões e 620 milhões em 2015 (um aumento de +206,48% em seu ganho, no mesmo ano em que o país, debaixo de Dilma, Levy e Temer, afundava no abismo) e, agora, em 2016, R$ 7,3 bilhões (ou seja, +10,6% - v. matéria nesta página).

Mas, leitor, vamos agora ver um banco que, pelo menos até que seu então controlador, André Esteves, passasse uma temporada em Curitiba, aos cuidados do japonês da Federal, era o favorito de Lula e do PT: o BTG Pactual, que aumentou seu lucro líquido em +252,2%, passando de R$ 1 bilhão e 590 milhões (2014) para R$ 5 bilhões e 600 milhões, em 2015.

É para isso que o povo brasileiro está sendo sacrificado, desempregado, esfomeado, falido, expropriado em sua renda e em seu patrimônio.

Esses lucros, totalmente alucinados, no mesmo momento em que a população está cada vez mais – e mais rapidamente – pobre, é o resultado de juros fora de qualquer limite razoável, que têm a função de transferir renda dos trabalhadores e empresários produtivos para o setor financeiro.

O crescimento da dívida em títulos do governo federal é um resultado desse favorecimento a rentistas, sobretudo estrangeiros. Essa dívida, em 2016, bateu em R$ 3,1 trilhões, com a seguinte evolução:

2014: +8,15%;

2015: +21,7%;

2016: +11,42%.

Não houve absolutamente nada, exceto os juros estratosféricos, beneficiando uma parcela minúscula - em parte, nem residente no país -, que justificasse esse aumento da dívida.

DESEMPREGO

Enquanto essa quadrilha açambarcava os recursos do povo e do país, em 2014, a “taxa de desocupação” de 4,8%, sobre uma força de trabalho de 99 milhões e 326 mil trabalhadores, significava a existência de, aproximadamente, 4 milhões e 800 mil desempregados (4.767.648, numa estimativa menos arredondada).

Em 2016, a taxa de 12% de “desocupação”, sobre uma força de trabalho de 102 milhões e 342 mil trabalhadores, aponta para a existência, no país, de cerca de 12 milhões e 280 mil desempregados (12.281.040).

Houve um aumento de 7,5 milhões (+7.513.392 ou +158%) no número de pessoas sem emprego, enquanto a força de trabalho aumentou apenas 3% (+3 milhões e 16 mil pessoas) - sem contar, entre os desempregados, aquelas pessoas que não aparecem nas estatísticas porque desistiram de procurar emprego, ou, obrigadas a fazer “bicos”, foram classificadas como “trabalhadores por conta própria”.

Somente entre os trabalhadores com carteira assinada, como noticiamos em nossa última edição, houve uma perda de 3 milhões, 7 mil e 608 empregos (que é a soma de 1 milhão, 534 mil e 989 trabalhadores, com carteira assinada, que perderam seus empregos em 2015, com mais 1 milhão, 472 mil e 619 desempregados em 2016).

Portanto, a estimativa da perda de emprego entre os trabalhadores sem carteira assinada, no mesmo período (2015 e 2016) é de 4 milhões, 505 mil e 784 empregos a menos.

A rigor, o número de desempregados que não tinham carteira assinada (4.505.784) em relação aos que tinham carteira assinada (3.007.608), uma relação de 1,5 para 1, parece até modesta, considerando que, em média, somente cerca de 1/3 da força de trabalho, no Brasil, tem carteira assinada.

Essa é uma dura e difícil situação. Mas há pouca gente no país que apoia a política e o governo que levou - e leva - a isso. O que nos cabe é acabar com essa degradação – e reconstruir o nosso país.

CARLOS LOPES

 


 


 
 



 


Capa
Página 2
Página 3

Chapa Dilma-Temer usou gráficas para desviar dinheiro, conclui PF

Lava Jato no Rio caça Eike e mais oito por lavagem e propina para Sérgio Cabral

Após atacar a Lava Jato, Gilmar Mendes agora diz que julgará com “naturalidade” se for relator

Supremo confirmou 81% das decisões de Moro

Cotado de Temer para assumir vaga de Teori diz que “a mulher deve obedecer e ser submissa ao marido”

Juiz da equipe de Teori toma depoimentos de 8 executivos da Odebrecht

Citado por receber propina da Odebrecht, Eunício será candidato único à presidência do Senado

Página 4 Página 5

Para MPT, ‘mudança na CLT viola Constituição e deve ser rejeitada’

“Acordado sobre legislado poderá abolir qualquer limite de horas à jornada diária”

“Contrato de trabalho intermitente” é ilegal, pois não garante remuneração mínima aos trabalhadores”

“Terceirização da atividade-fim fere artigo que pressupõe relação direta entre trabalhador e tomador de serviços”

Entidades e economistas contra ataque à Previdência: “Querem tirar de programas sociais para bancar juros”

Federação Nacional dos Petroleiros (FNP): “Um péssimo acordo ou uma boa luta?”

PPE abriu porteira para “acordos” com redução salarial, aponta tabela FIPE

ESPORTES - Dudu marca e o Brasil vence Jogo da Amizade

Página 6

Odebrecht é executada por suborno e atraso nas obras do metrô de Lima

Multidão comparece a funeral de professor árabe assassinado por polícia de Israel

Economia da Bolívia é mais que o triplo de antes dos 11 anos de governo de Evo

Jafari: “Declaração final do encontro de Astana fortalece o cessar-fogo e avança na luta contra o terrorismo na Síria”

A destruição da agricultura da Índia pela ganância da Monsanto

Página 7


Trump dá início a seu muro e retalia ‘cidades santuários’

Seis jornalistas foram presos quando cobriam protestos durante a posse de Donald Trump

Desgaste de Merkel faz sociais-democratas alemães pensar em largar a alça do caixão

Multidão em Washington repele retomada de oleodutos Dakota Access e Keystone XL

Manifestação no aeroporto de Frankfurt leva apoio a afegãos expulsos pelo governo alemão

China diz que problema dos Estados Unidos foi dilapidar US$ 14,2 tri com 13 guerras
 

Página 8

Os homens que fizeram a Revolução da Independência e suas ideias (1)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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