Para deputado Arnaldo Faria de Sá, prever o corte de pensões é “discriminação odiosa” 

“Obrigar a pessoa a trabalhar 49 anos para ter direito a uma aposentadoria é a volta da escravidão, que pensei que estivesse abolida”, denunciou o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) durante sessão nesta segunda-feira, 13, no Senado em homenagem ao dia do Aposentado.

O deputado criticou a reforma da Previdência, apresentada pelo governo na forma da PEC 287/16. O texto extingue as aposentadorias diferenciadas para o trabalhador urbano e rural, público e privado, criando um único tipo de aposentadoria na qual só se ganha o valor integral após 49 anos de contribuição.

“Você querer impor a idade da aposentadoria aos 65 anos, tanto para homem, quanto para mulher, é um desrespeito com a mulher, que tem a dupla jornada”, acrescentou o deputado.

O deputado também atacou a impossibilidade de uma pessoa acumular pensões e aposentadoria. “Estamos lutando para impedir a proibição da cumulatividade da aposentadoria com a pensão, quando ambos os cônjuges contribuem com a Previdência. Isso é uma discriminação odiosa. Também pretendemos recuperar as chamadas aposentadorias insalubres, penosas e perigosas de atividades de risco de professores, que foram extintas nesta proposta do governo”, ressaltou. Além dos professores, policiais civis também poderão perder a aposentadoria especial, caso seja aprovado o texto.


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