Reprodução: Correio Braziliense

“Oportunidade ímpar de depuração do processo político nacional”

 

Ministros, Renan, Maia, Aécio, Serra, Lula e Dilma.... envolvidos em corrupção

Lista de Janot provoca 'convulsão na base aliada do governo Temer'

Lista enviada ao STF contém 294 nomes, entre políticos do PMDB, PSDB e PT, beneficiados pelo departamento de propinas da Odebrecht

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (14), a segunda lista de acusados de envolvimento em crimes contra o patrimônio público citados pelos executivos da  Odebrecht. Janot pediu a abertura de 83 inquéritos contra autoridades com foro privilegiado e mais 211 pedidos para instâncias inferiores - isso ocorre nos casos envolvendo pessoas que receberam propinas mas não têm foro no STF.

Entre os envolvidos estão seis ministros do governo Temer (PMDB). São eles Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Kassab (PSD), das Comunicações, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Marcos Pereira e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), das Relações Exteriores. Além disso, a lista inclui os dirigentes do PT, os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, mas como os petistas perderam o foro privilegiado, os casos devem ser remetidos à primeira instância.

Na avaliação do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), a lista deve emperrar as votações no Congresso. Para ele não há a menor condição do atual Congresso tomar decisões importantes com tanta gente envolvida. “O Governo quer fazer parecer que não, mas a realidade é que haverá uma convulsão em sua base aliada, uma vez que muitos serão alvos de inquérito”. “Esta é a realidade da Casa, infelizmente”, afirmou o parlamentar carioca.

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), está entre os acusados. Além dele, também constam da lista os governadores Renan Filho (PMDB), de Alagoas; Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais; Tião Viana (PT), do Acre e Beto Richa (PSDB), do Paraná.

Além dos ministros, Temer teve baixas importantes entre seus cupinchas no Congresso Nacional. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), além dos senadores Edison Lobão (PMDB), Romero Jucá (PMDB), Aécio Neves (PSDB) e José Serra (PSDB), estão entre os alvos do PGR.
A decisão de Janot de pedir a abertura de inquéritos de políticos de vários partidos - oito no total - que, segundo eles montaram um esquema criminoso que colocou sob “ataque a democracia brasileira”, desmente as afirmações do PT e de Lula - de que haveria uma perseguição dirigida apenas contra eles.

SUPREMO

No STF, a decisão pela abertura de inquérito caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato na Corte. Os ex-presidentes Lula e Dilma, por não terem foro privilegiado, vão responder às acusações perante o juiz Sérgio Moro. Entre os “viciados em propina”, aparecem na listagem os tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP). Os peemedebistas Romero Jucá (RR), líder do governo no Senado, Renan Calheiros (AL), líder do partido no Senado, Edison Lobão (MA) e Marta Suplicy (SP) compõem a listagem. Também vão responder por seus atos os petistas Lindbergh Farias (RJ) e Jorge Viana (AC) e Lídice da Mata (BA), do PSB.

Ao menos cinco deputados federais foram incluídos na lista propineiros. São eles, Marco Maia (PT-RS), Andres Sanchez (PT-SP), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Paes Landim (PTB-PI). Ao menos oito partidos têm parlamentares na nova lista de Janot. São eles PMDB, PT, PSDB, DEM, PSD, PSB, PRB e PTB.

Entre os denunciados por Janot, estão também o ex-deputado Eduardo Cunha, o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e o ex-assessor de Dilma Anderson Dornelles. Lula seria o “amigo”  - codinome encontrado no setor de propinas da empreiteira - e teria recebido R$ 23 milhões para sua campanha em 2010. Segundo os executivos da empreiteira, 4/5 dos R$ 150 milhões da campanha de Dilma em 2014 foram via caixa 2. Além disso, em troca de ajuda à empresa, a Odebrecht teria repassado R$ 3,5 milhões à revista “Carta Capital” a pedido do ex-ministro Guido Mantega.

CAIXA 2

Entre os 78 depoimentos que foram consideradas para os novos pedidos da PGR estão a de Emílio e de seu filho e herdeiro, Marcelo Odebrecht. Ambos detalharam como foram feitos os repasses em esquema de caixa dois para os partidos políticos. Inicialmente os executivos da Odebrecht negavam que tivessem pago propinas a políticos, mas depois que uma secretária da empresa foi presa, veio à tona um departamento inteiro, clandestino, responsável pelos pagamentos de propinas que movimentou cerca de R$ 10 bilhões de reais em dez anos.

JABURU

Em um dos depoimentos, foi citado um encontro no Palácio do Jaburu, em 2014, organizado pelo agora presidente da República, Michel Temer, então candidato a vice-presidente. No encontro, Temer pediu a Marcelo Odebrecht dez milhões de reais à empreiteira. Eliseu Padilha, atual ministro da Casa Civil, teria recebido os repasses em dinheiro vivo para financiar, através de caixa dois, as campanhas peemedebistas. Os pedidos de investigação enviados ao STF trazem acusações de crimes como corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, formação de cartel e caixa 2.

Rodrigo Janot foi auxiliado por outros 16 procuradores. Ele organizou os cerca de 900 depoimentos prestados em regime de colaboração premiada por 78 executivos da construtora Odebrecht. O Procurador pediu a quebra de sigilo dos depoimentos, mas quem decidirá sobre isso é o ministro Edson Fachin. Espera-se para os próximos dias a decisão do relator.

SÉRGIO CRUZ 

 

 


 


 
 



 


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