Atos dizem NÃO a Temer & súcia em defesa da Previdência e CLT

Greves e manifestações pelo país mostraram ao governo que mexer na aposentadoria e nos direitos trabalhistas é brincar com fogo
 

Pelas estimativas até da mídia que faz uma campanha alucinada pela pilhagem da Previdência Social, mais do que dezenas de milhares de brasileiros – centenas de milhares seria mais exato; ainda mais preciso seria dizer: mais de um milhão – saíram às ruas, na quarta-feira, em todo o país, contra o ataque às suas aposentadorias e demais direitos previdenciários (v. matérias nas páginas 4 e 5 desta edição).

E quem, por uma razão ou outra, não foi às mobilizações, manifestou-se de outra forma: por isso, aqueles sujeitos (e sujeitas) que são pagos para, na TV, colocar o povo contra o povo, entrevistando desavisados e induzindo-os a criticar os que se mobilizam, dessa vez não encontraram material para a sua intriga. As pessoas, nos pontos de ônibus, estações de trem ou metrô, apesar da dificuldade momentânea, quando entrevistadas, apoiavam as manifestações, inclusive a greve dos transportes.

Assim, os escravagistas – quem quer acabar com as aposentadorias merece esse título – foram reduzidos ao blá-blá-blá-blá-blá perfeitamente ridículo, sem que arrumassem um tolo qualquer para biombo. Nos momentos em que o povo, de repente, se une, os tolos quase deixam de existir, exceto por aqueles vadios endinheirados – portanto, ladrões - que sempre estão contra o povo e o país.

Durante a ditadura, um insigne prelado disse uma vez que o governo era pecaminoso.

Pois nunca houve um governo tão pecaminoso quanto o atual – apesar de ser um páreo muito difícil na competição com o anterior: afinal, não é possível esquecer que Dilma começou o ataque à Previdência Social. Nem a pensão das viúvas escapou à sua adesão ao neoliberalismo. Nem o seguro desemprego. E foi ela e seu ministro Levy que propuseram igualar a idade mínima de mulheres e homens, para a aposentadoria, aos 68 anos (v. HP 31/08/2016).

Possivelmente, poucos, das centenas de milhares de brasileiros que saíram às ruas, ou dos milhões que apoiaram e apoiam o fim do roubo de seus direitos – e de seu dinheiro – sabiam que a expectativa de vida saudável do brasileiro, ao nascer, é apenas 65,5 anos (a dos homens é ainda menor: 63,1 anos).

Nós também não sabíamos. Quase por acidente, descobrimos esse número, na base de dados da Organização Mundial de Saúde.

Há quem diga, com bons fundamentos, que os números da Organização Mundial de Saúde, quanto à expectativa de vida saudável no Brasil, são muito otimistas. É possível.

Aqui nos contentaremos apenas em observar que esses números são uma média. Como notam cinco pesquisadores brasileiros, a expectativa de vida saudável no Nordeste e no Norte do país é, aos 20 anos, mais de seis anos menor (cf. Szwarcwald et al., "Inequalities in healthy life expectancy by Brazilian geographic regions: findings from the National Health Survey", International Journal for Equity in Health, 2016, 15:141).

Coisa semelhante acontece entre as áreas pobres e ricas das grandes cidades.

Porém, nenhum daqueles brasileiros que, na quarta-feira, de um jeito ou de outro, manifestaram seu repúdio ao roubo da Previdência, precisou conhecer esses dados. Todos sabiam – e sabem – de coisa ainda mais importante: que é direito de qualquer ser humano ter uma velhice digna.

Depois de anos e anos em que as aposentadorias foram cada vez mais rebaixadas, o atual governo chegou à solução final – semelhante àquela, de mesmo nome, preconizada por Adolf Hitler: acabar com o direito de se aposentar. Estender tanto a idade mínima como o tempo de contribuição, de tal forma que o trabalhador só possa, na melhor das hipóteses, se aposentar na véspera de morrer.

Mas isso o povo, na quarta-feira, já deu o sinal de que este país está em revolta. O que vem por aí é algo muito maior – muito mesmo – do que se viu na quarta-feira. Nós vamos varrer os ladrões deste país.

C.L

 

Capa
Página 2
Página 3

Atos dizem NÃO a Temer & súcia em defesa da Previdência e CLT

Lula diz que quer resolver o “problema” da Previdência com Henrique Meirelles

Lava Jato quer punir criminosos, mas presidente do TSE se reúne com eles no Palácio do Planalto

STF vê indícios de crime ambiental em Padilha

Diretor da Odebrecht reafirma que Palocci é o “Italiano”

O sr. Rodrigo Maia e o desnudo da “reforma trabalhista” (Marco Antonio Campanella)

Supremo aceita denúncia contra deputado petista

Página 4 Página 5

SP: Metalúrgicos param vias contra assalto à Previdência

Estivadores enfrentam repressão da PM durante protesto em Santos

“Se a PEC passar, a polícia vai parar”, alertam agentes federais e civis durante manifestação

“PEC é retrocesso inadmissível que a sociedade brasileira não pode aceitar”, diz presidente da OAB

Justiça manda governo Temer retirar propaganda enganosa sobre reforma

Transporte para e população aplaude metroviários em greve

ESPORTES - Zagueiro marca e Palmeiras vence no apagar das luzes

Página 6

“Lava Jato” lusa flagra o conluio Odebrecht, Lula e premiê Sócrates

Lava-Jato flagra propina da Odebrecht por obra de hidrelétrica em Portugal

Argentinos promovem barulhaço contra tarifaço de Macri e arrocho que provoca o desemprego

Holanda: presepada antimuçulmana às vésperas da eleição dá vitória apertada a Rutte sobre Wilder

Herói grego condena os “ajoelhados diante dos poderes estrangeiros”

Guatemaltecos exigem renúncia de Jimmy Morales após a morte de 40 meninas asfixiadas

25 mil camponeses marcham até o Palácio Nacional: “Fora Jimmy” 

Página 7

Trump libera execuções com drones da CIA e desativa ‘terças da morte’

Justiça americana bloqueia novo decreto anti-imigrantes de Trump

Fed sobe 0,25% mas juro continua negativo


França: candidato François Fillon é indiciado por ter agraciado mulher e filhos com empregos-fantasma

“Escândalo dos nudes”: e como fica o moral da tropa na hora de tocar o terror “do alto de Montezuma às praias de Trípoli”?


Papa critica adoradores do dinheiro que fecham as fábricas e os empregos


Premiê Li Keqiang saúda ‘grande progresso do comércio sino-russo’

Intercâmbio Irã-Rússia cresceu 80% em 2016
 

Página 8

Os auditores fiscais da Receita contra as mentiras do governo sobre a Previdência