Lava Jato quer punir criminosos, mas presidente do TSE se reúne com eles no Palácio do Planalto

Depois do estrago feito pela lista de Rodrigo Janot, que atingiu em cheio a cúpula do governo e do Congresso Nacional, além desmascarar ex-presidentes e ex-candidatos - como Lula, Dilma, Aécio e Serra - Michel Temer e o tucano Gilmar Mendes começaram a conspirar para blindar os criminosos. Com o pretexto de discutir uma suposta reforma política, eles se reuniram na quarta-feira (15) no Planalto para tentar emplacar, por baixo dos panos, a anistia de caixa dois.

O encontro contou com a participação de outros dois futuros réus da Lava Jato, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cujo codinome na lista secreta da Odebrecht é "Botafogo", e do presidente do Senado, Eunício de Oliveira, conhecido nas hostes do crime como "Índio". Todos eles fingem estar muito preocupados com o que eles chamam de "falhas" no processo de financiamento das campanhas eleitorais. Gilmar Mendes está tão atento para essas "falhas" que chegou a dizer, há alguns dias, que "nem todo caixa dois é ilegal". É bem verdade que ele disse isso quando seus amigos tucanos começaram a cair na malha fina da Lava Jato. Antes ele jurava que caixa dois era crime.

A constatação, feita pelo STF, de que partidos como o PT e o PMDB usaram o Caixa oficial de campanha para lavar dinheiro - isto é, as propinas arrancadas às empreiteiras entravam como contribuição oficial - colocou em polvorosa todos os envolvidos nesse novo tipo de falcatrua. Essa constatação do Supremo de que o caixa oficial dos partidos virou lavanderia de propinas redundou na decisão de tornar réu o senador Valdir Raupp, do PMDB de Rondônia. O senador recebeu R$ 500 mil em propinas da empreiteira Queiroz Galvão que entraram como suposta doação oficial de sua campanha de 2010.

Toda a conversa, dita pelos participantes do conchavo palaciano, de que o atual sistema de financiamento de campanhas estaria falido, não passa de uma orquestração hipócrita para impor a ideia de que todos cometiam irregularidades porque todo o sistema era falho. Ou seja, os ladrões querem convencer os distraídos que eles roubaram porque a lei é falha e não porque são ladrões mesmo.

Por isso, argumentam os picaretas, o que aconteceu até agora tem que ser relevado e, se possível, esquecido. Afinal, segundo eles, o caixa dois era generalizado.

Também é muito conveniente a correria para discutir "novas" formas de financiamento de campanhas. Seria tudo já para a próxima eleição. Na verdade, essa pressa toda não passa de uma corrida desesperada para livrar os acusados, ou seja, boa parte do Congresso e do governo Temer, além dos amigos tucanos de Gilmar. Por outro lado, é no mínimo muito estranho que o presidente do TSE, Gilmar Mendes, que terá que julgar as graves acusações que pesam sobre a chapa Dilma/Temer de uso e abuso de propinas e de caixa dois, participe de conchavos desse tipo com um dos acusados que poderá, inclusive, ser cassado.

S. C.

 

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