Herói grego condena os “ajoelhados diante dos poderes estrangeiros”

Manolis Glezos, escritor e poeta grego, antigo ativista da resistência contra o nazismo na Grécia, seu país, deu uma entrevista ao portal Público na internet da qual reproduzimos aqui alguns trechos.

Aos 95 anos de idade e em pleno vigor, Manolis Glezos foi eurodeputado pelo Syriza, partido do qual fez parte e ajudou a levar ao poder e do qual saiu por não aceitar a “traição” e que o governo “se ajoelhe diante dos poderes estrangeiros”.

Durante a entrevista ele pegou uma anotação e leu: “Querida mãe. Hoje vou ser executado, caio pelo povo grego”. Foi o bilhete de seu irmão, Nikos, quando soube que seria executado pelos nazistas que ocupavam a Grécia na década de 1940.

Também Manolis foi condenado à morte por três vezes e considera que “devo a vida ao povo grego que me livrou da execução pelos muitos protestos populares em minha defesa”. Mas “também aos povos espanhol, alemão, ou de todo o mundo”, comenta o histórico herói da resistência antinazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Sobre o Syriza ele afirma que “A direção atual que chegou ao poder com a ajuda das pessoas de esquerda hoje trai as ideias de esquerda porque aceita primeiro a obediência e segundo os resgates. Os empréstimos da Troika não trazem nenhum resultado. Desde a antiguidade está escrito: os empréstimos fazem dos seres humanos escravos. A ideia do nome “Syriza” foi minha, que significa “causa” e que trouxe o povo ao poder. Hoje a atual direção rechaça, desterra, trai esse significado. Enviei uma carta pedindo perdão ao povo grego porque não implementamos aquilo pelo que votaram em nós. Não é de esquerda aquele que submete o país às instituições estrangeiras. Não é de esquerda aquele que recorre ao resgate, ao dinheiro da Troika. Para nós o maior problema é demonstrar para o povo que aqueles que se diziam de esquerda não são de esquerda.”

Manolis Glezos fala também de seus 11 anos de cárcere durante a vigência do nazismo na Grécia e de seus 4 anos de exílio e recomenda a todos: “estudem tanto quanto puderem. Assim passei minha vida na cadeia. Não passava nem um dia sem ler, assim que saía o sol, pois à noite as luzes eram muito fracas”. E fala dos imigrantes: “Devemos ajudá-los para que tenham uma boa vida na Grécia. Para que se sintam melhor em meu país com meu povo, o primeiro pedaço da Vasilópita (biscoito tradicional que os gregos comem depois do natal) oferecemos aos estrangeiros. Fiz uma investigação e vi que essa tradição se deve aos gregos que vieram da Ásia Menor.”

Veja a íntegra da entrevista em www.publico.es/


 

ROSANITA CAMPOS       


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