Cunha distribuiu R$ 50 milhões da Odebrecht para Jucá, Chinaglia, Mabel e outros aliados

O ex-presidente da Odebrecht Energia, Henrique Valladares, disse à Procuradoria-Geral da República que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ) determinou que a empresa distribuísse R$ 30 milhões ao senador Romero Jucá (PMDB/RR), ao deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP) e ao ex-deputado Sandro Mabel (PMDB/GO). Outros R$ 20 milhões também foram entregues ao próprio Cunha, que distribuiria o valor entre ele e aliados.

Em acordo de colaboração premiada, o executivo contou que a propina foi paga em troca da defesa do consórcio formado com Furnas para a construção da hidrelétrica de Santo Antônio, rio Madeira, em Porto Velho (RO). No sistema de pagamentos de propina da empreiteira, Cunha era "Caranguejo", Jucá era "Caju", Chinaglia era "Grisalho" e Mabel era o "Torrada".

Valladares relatou que à época o consórcio vinha sofrendo retaliações do governo Lula, por contrariar entendimentos na área energética, comandada pela ex-presidente Dilma. "A implicância é pelo fato de termos obtido êxito num projeto que ninguém acreditava enquanto a estrutura gigante que havia sido montada pelo governo não tinha dado em nada", disse.

O executivo afirmou que devido a essa "implicância" a empreiteira perdeu o leilão da hidrelétrica de Jirau, vencido pela Tractebel-Suez. Ele comentou que Marcelo Odebrecht decidiu então disponibilizar R$ 50 milhões para a compra de apoio no Congresso.

Segundo Valladares, Cunha foi procurado por sua influência tanto no Congresso quanto em Furnas. "O pagamento foi feito para obter o empenho dele na defesa do interesse comum de Odebrecht e Furnas", explicou. Cunha determinou o pagamento de R$ 10 milhões a cada um dos indicados por ele. "Se foi caixa um ou caixa 2, não me pergunte que eu não sei", disse.

 

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