Para Gleisi, não é o roubo mas a Lava Jato o perigo

Citada nas delações da Odebrecht e ré em ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Lava Jato, a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) ocupou a tribuna na segunda-feira (17) para, em longo e fastidioso discurso, externar a curiosa ideia de que a chamada por ela "criminalização da política" possa resultar em risco à democracia.

Segundo ela, o mal foi não ter feito uma reforma política. "Nós não mexemos nesse sistema, nós não fizemos uma reforma política".

"A regra era receber recursos de empresas. A regra era fazer campanhas que tinham estruturas grandes. Essa era a regra da disputa eleitoral, e era aceita", justificou. A regra não era roubar. Receber propina da Odebrecht para permitir que a empreiteira assaltasse a Petrobrás. E foi isso que o PT e seus aliados PMDB e PP fizeram no governo. Não foi a falta de reforma política.

Nas planilhas da Odebrecht, Gleisi recebeu o codinome de "amante" e é acusada de ter recebido R$ 5 milhões para a campanha de 2014. Marcelo Odebrecht revelou, em depoimento à força-tarefa, outro apelido. "Procurador: O senhor se recorda, do codinome que era atribuído a Gleisi Hoffman? Odebrecht: É... agora eu conheço, eu tive acesso mas na época eu não sabia que o codinome dela é Coxa".

A senadora reclamou que a lista de políticos citados por executivos da construtora, divulgada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, tem sido usada para generalizações. O que Gleisi precisa explicar é a denúncia de que recebeu R$ 4 milhões, ou mais, do esquema Odebrecht.

WALTER FÉLIX

 

Capa
Página 2
Página 3

Temer mentiu: agendou reunião da propina com grupo Odebrecht

Reforma política dos ladrões é para manter o roubo

Cunha distribuiu R$ 50 milhões da Odebrecht para Jucá, Chinaglia, Mabel e outros aliados

Para Gleisi, não é o roubo mas a Lava Jato o perigo

Referências eram “sítio de Lula”, diz Odebrecht

Juiz Sérgio Moro aceita as 87 testemunhas desde que seja com a presença de Lula

PHA: Lula com Odebrecht é errado

Página 4 Página 5

Anfip e fórum dos servidores aderem à greve geral dia 28

Policiais civis da Bahia param dia 28 contra reforma da Previdência

Metrô de São Paulo tentará sabotar greve geral substituindo funcionários, denuncia Sindicato

“Regra de transição que governo quer impor é injusta e inconstitucional”, afirmam Juízes e Ministério Público

CSP-Conlutas: “Não podemos aceitar que uma corja de bandidos sem moral ameace os nossos direitos”

Reforma trabalhista acaba com salário fixo e coloca em riscos direitos básicos

ESPORTES - Vasco vence Botafogo e conquista a Taça Rio

Página 6

Presos palestinos iniciam greve de fome contra prisões da ocupação

Chilenos rechaçam ‘reforma’ faz de conta de Bachelet que mantém previdência privada

Presidencialismo sultânico vence na Turquia por estreita margem

Ex-ministros do governo Chávez denunciam ruptura constitucional na Venezuela

Pós-Otan: ONU denuncia o comércio de escravos na Líbia

Página 7

Professor do MIT denuncia: laudo de Trump sobre sarin na Síria “é falso”

Porta-voz russo: ninguém solicitou antídotos na área do ‘ataque’ químico

Terroristas explodem carro-bomba na Síria e matam 125 civis, entre os quais 60 crianças


Chomsky: “PT não pôde manter as mãos fora da caixa registradora e se uniu à elite mais corrupta”

Economia chinesa cresceu 6,9% no 1º trimestre

Documento secreto dos EUA confirma que a invasão do Panamá em 1989 foi mesmo por controle do Canal

Lavrov alerta para que EUA não repita contra a RPDC o que fez na Síria

MOAB destruiu no Afeganistão instalações construídas pela CIA

Página 8

Nelson Werneck Sodré: a obra de José de Alencar na História - (3)

Publicidade