Águas subterrâneas da região do Rio Doce/MG também foram afetadas por crime da Samarco

O Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o  projeto Rio de Gente  e o Greenpeace, divulgou na semana passada um estudo sobre a “Contaminação por metais pesados na água utilizada por agricultores familiares na Região do Rio Doce”, que revela que, além da bacia do Rio Doce, a água subterrânea da região também está contaminada. Após o maior desastre ambiental do país, gerado pelo rompimento da barragem de Fundão da mineradora Samarco, a procura por poços artesianos foi a solução encontrada por boa parte dos pequenos produtores para manter suas plantações e muitas vezes o consumo da família.

A pesquisa que analisou a presença de metais pesados na água foi realizada em 48 pontos nas regiões de Belo Oriente (MG), Governador Valadares (MS) e Colatina (ES). As amostras são de poços artesianos, da água cedida pela prefeitura e pela Samarco à população, além da água de rios ilhas e da parte sul do Rio Doce, a cerca de 427 km de Mariana.

O resultado mostrou que mais da metade das amostras colhidas estão impróprias pra consumo humano. Das 48 amostras, 25 estavam contaminadas com níveis de ferro e manganês acima do permitido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A pesquisa mostrou também que, em geral, a água usada para a irrigação também é usada para consumo próprio das famílias.

“Os resultados não são animadores. É preocupante a falta de informação das autoridades em relação a questões fundamentais para a saúde da população”, afirma Fabiana Alves, da Campanha de Água do Greenpeace. A pesquisadora afirmou a equipe foi muito bem recebida pelos agricultores, que relataram a falta de informação sobre a água que estava consumida.

O estudo alerta para os riscos de saúde causados pela acumulação desses metais no organismo ao longo do tempo. O manganês pode causar problemas neurológicos, com sintomas da Síndrome de Parkinson e o ferro, pode levar a problemas enzimáticos que danificam rins, fígado e o sistema digestivo.

“É uma água de péssima qualidade, com gosto e cheiro ruins, que inviabiliza o plantio de muitas espécies. Elas morrem logo após as regas ou não se desenvolvem bem”, informou o pesquisador Andre Almeida.

Segundo o relatório, antes do rompimento da barragem, 98% dos entrevistados utilizavam água do Rio Doce para atividade econômicas do dia-a-dia e após o desastre, apenas 36% continuam utilizando a água. Destes, 87% utilizam a água para irrigação.

“O quadro dessa tragédia deixa uma cicatriz. As questões de água e saneamento precisam ser levadas a sério. Será que essas pessoas não se envergonham do que fizeram?”, questiona o coordenador do estudo, João Paulo Machado Torres, professor da UFRJ.


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