Atos pela liberdade aos presos palestinos se espraiam pelas cidades ocupadas


Marwan Barghouti no tribunal da ocupação

 

Presos palestinos iniciam greve de
fome contra prisões da ocupação

Mais de 2000 aderiram à convocação de Marwan Barghouti contra as prisões ilegais perpetradas pelo regime de apartheid de Israel
 

“Tamanha é a arrogância do ocupante e do opressor e seus apoiadores que os fazem surdos a esta verdade simples: nossas cadeias serão quebradas antes que nós o sejamos, por que é da natureza humana atender ao chamado da liberdade independente do seu custo”, declarou o líder palestino, Marwan Barghouti, ao divulgar a declaração com a qual iniciou a greve de fome por tempo indeterminado que convocou e que já conta com a adesão de mais de dois mil presos políticos palestinos.

A data, escohida para o desencadeamento da greve contra as prisões ilegais da ocupação e denunciando a tortura e maus tratos a que vêm sendo submetidos “homens, mulheres, adolescentes e crianças, sãos, doentes e incapacitados”, nos aprisionamentos e interrogatórios nos cárceres israelenses foi o 17 de abril, Dia do Prisioneiro Palestino.

Barghouti, denuncia que há cinqüenta anos, desde que foi implantado o regime de cortes marciais nos territórios ocupados, cerca de 750 mil palestinos já passaram pelos cárceres em Israel e hoje, entre os 7.000 palestinos presos há 500 sob o regime de “detenção administrativa” (contra quem não foi sequer apresentada acusação nem levados a julgamento e cujo encarceramento foi decidido e renovado inúmeras vezes, por ordens de autoridades militares); 1.800 que padecem de diversas enfermidades, 85 deles em estado grave, e nenhum com atenção médica adequada; 30 que estão há mais de 25 anos encarcerados, desde antes dos Acordos de Oslo de 1993; 500 que foram condenados a uma ou mais cadeias perpétuas; 300 adolescentes e crianças, vários condenados por muitos anos; 61 mulheres, várias delas doentes e 13 deputados palestinos, inclusive o deputado Barghouti.

Na declaração escrita desde os muros de sua prisão, em Hadarim, Barghouti destaca que “tendo passado os últimos 15 anos em uma prisão israelense, sendo ao mesmo tempo testemunha e vítima do sistema israelense ilegal de prisões arbitrárias em massa e maus tratos dos presos palestinos. Depois de exaurir todas as demais opções, decidi que não havia escolha a não ser resistir a tais abusos iniciando uma greve de fome”.

“Décadas de experiência provaram que o sistema desumano de ocupação colonial e militar que busca quebrar o espírito dos prisioneiros e a nação à qual eles pertencem, infligindo sofrimento a seus corpos, separando-os de suas famílias e comunidades, usando medidas humilhantes para compelir ao subjugamento. Apesar desse tratamento, não vamos nos render diante dele.

“Israel, a força ocupante, tem violado a lei internacional de múltiplas formas nos últimos 70 anos e, ainda assim, tem sido premiada com a impunidade por suas ações. Cometeu graves infrações diante das Convenções de Genebra contra o povo palestino; o que se estende aos prisioneiros, incluindo homens, mulheres e crianças não é exceção”.

A União Geral dos Estudantes Palestinos, UGEP, através de seu líder, Muaz Mussa, lançou uma petição esclarecendo que os motivos pelos quais os palestinos são detidos “são invariavelmente políticos: ideologia, expressão de opiniões, pertencer ou suspeita de pertencer a um partido político palestino e, especialmente, no caso das crianças e adolescentes, por atirar pedras nos soldados e/ou colonos da ocupação, tudo o que não constitui delito em virtude do direito internacional que, muito pelo contrário, reconhece o direito à livre expressão e à associação política e o direito dos povos a lutar contra a opressão estrangeira por todos os meios disponíveis, incluído a luta armada”.

Dezenas de milhares de palestinos em toda a Cisjordânia e Faixa de Gaza ocuparam as ruas em apoio aos prisioneiros.

A reação israelense à greve é mais uma demonstração da ilegalidade das medidas deste regime de apartheid (conforme documento apresentado à ONU pela então vice-secretária, Rima Khalaf): colocou Barghouti em confinamento solitário e preparou um hospital militar para a alimentação forçada dos palestinos, uma vez que nos hospitais civis os médicos israelenses recusam-se a este abjeto serviço.

O secretário da pasta de Questões de Prisioneios da OLP, Issa Qaraqe, destacou: “O povo palestino, em todos os lugares em que vive, declarou, hoje, que a questão dos prisioneiros lhe é sagrada e que o governo de ocupação não vai ter paz e segurança enquanto seguir violando os direitos do povo palestino e maltratando seus prisioneiros. O povo palestino declarou hoje uma Intifada em nome dos prisioneiros que conduzem uma campanha por seus direitos e por sua dignidade”.
 

 

NATHANIEL BRAIA

 


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